“Objetivo é sobreviver”: Presidente da Huawei reage à queda de 29% da receita

A empresa chinesa, que foi colocada na lista negra de comércio dos EUA em 2019, anunciou esta sexta-feira que registou uma queda de quase 30% nas receitas do 1.º semestre. O presidente da empresa disse, em reação aos resultados, que o “objetivo é sobreviver”.

Ana Sofia Ribeiro

A Huawei, que foi colocada na lista negra de comércio dos EUA em 2019, anunciou esta sexta-feira que registou uma queda de quase 30% nas receitas do 1.º semestre. O presidente da empresa chinesa de tecnologia disse, em reação aos resultados, que o “objetivo é sobreviver”.

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A empresa sediada em Shenzhen, que foi colocada na lista negra de comércio dos EUA em 2019, anunciou, esta sexta-feira, que gerou 320,4 biliões de yuans (42 mil milhões de euros) em receita no primeiro semestre deste ano, uma queda significativa face aos 454 biliões de yuans (59 mil milhões de euros) que a Huawei registou em igual período do ano passado.

A sua margem de lucro cresceu, no entanto, de 0,6% para 9,8%, em grande parte como resultado de melhorias em eficiência, o que fez a Huawei reconhecer que o desempenho geral está em linha com as previsões.

Eric Xu, presidente substituto da Huawei, desvendou, no mesmo comunicado, que a empresa já definiu os seus objetivos estratégicos para os próximos cinco anos. “O nosso objetivo é sobreviver e fazê-lo de forma sustentável”, referiu.

“Apesar da quebra na receita, causada por fatores externos, estamos confiantes de que os nossos negócios com operadoras e empresas continuarão a crescer de forma constante”, disse Xu.

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“Têm sido tempos desafiantes e todos os nossos funcionários seguem com uma extraordinária determinação e força. Quero agradecer a cada membro da equipe da Huawei pelo seu incrível esforço”, concluiu.

A lista negra dos EUA, que impede que as empresas norte-americanas vendam ou transfiram tecnologia para a Huawei, a menos que recebam uma licença especial, prejudicou a capacidade da empresa de tecnologia de projetar os seus próprios chips e fornecer outros componentes.

Para fazer face ao impacto, Xu referiu, em abril, citado pela ‘CNBC’, que a Huawei aumentou o seu investimento em pesquisa e desenvolvimento para “manter a empresa à superfície, por forma a enfrentar os desafios de fornecimento causados ​​pelas proibições dos EUA e para alcançar a sustentabilidade no futuro”.

 

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