Kenneth Frazier é um dos apenas quatro CEOs negros cujas empresas integram o índice Fortune 500, que destaca as maiores companhias dos Estados Unidos da América. Embora a sua actividade profissional possa ser diferente da de George Floyd, que morreu na semana passada depois de quase nove minutos a ser sufocado por um polícia, garante que poderia ter sido ele a estar debaixo do joelho de um elemento das autoridades.
«O que a comunidade afro-americana vê neste vídeo é que este é um homem afro-americano, que poderia ser eu ou qualquer outro homem afro-americano, a ser tratado como se fosse menos do que um humano», afirmou o CEO da farmacêutica Merck à CNBC.
Segundo Kenneth Frazier, embora o país liderado por Donald Trump já não tenha leis que dividam os cidadãos com base na raça ou cor da pele, essas práticas ainda existem. «Ainda temos costumes, ainda temos crenças, ainda temos políticas e práticas que levam a desigualdades», disse ainda.
Na Merck desde 1992, Kenneth Frazier já passou por diferentes cargos nesta multinacional, desde general counsel a presidente. Em 2011, foi nomeado CEO. «Tenho a certeza de que aquilo que colocou a minha vida numa trajectória diferente foi alguém me ter dado uma oportunidade», conta o profissional, acrescentando que ainda existe um fosso na atribuição de oportunidades.














