A Nesté, a PepsiCo e a fabricante da bolacha Oreo, a Mondelez estão a enfrentar pressões e despedimentos por parte dos funcionários que exigem que as empresas tomem uma ação e abandonem os seus negócios na Rússia.
De acordo com a ‘Reuters’, os funcionários que se manifestam e se demitem encontram-se principalmente na Ucrânia, Polónia ou na Europa Oriental, sendo que estes ativistas representam uma pequena fração do total de recursos humanos empregados pelas empresas.
A mesma fonte teve acesso a um memorando da Nestlé que revela que “um número não especificado de funcionários da Ucrânia demitiram-se e outros sofreram bullying nas redes sociais por permanecerem numa empresa que faz negócios com a Rússia”.
Os funcionários relatam que as empresas continuam a promover os seus produtos na Rússia, como é o caso da promoção das bolachas “The Batman” onde dão aos consumidores a oportunidade de ganhar até 500.000 rublos, ou ainda outra campanha que promove os chocolates Milka e oferece até 20% em dinheiro de volta em compras e prémios.
Cerca de 130 funcionários da Mondelez na região do Báltico, que abrange países como a Lituânia, Letónia e Estónia, enviaram uma petição em março ao CEO Dirk Van de Put para interromper todos os negócios na Rússia. “Cada rublo russo pago ao orçamento do Estado na forma de impostos e salários, ajuda o agressor a abastecer o seu exército e matar ainda mais ucranianos, entre os quais há crianças, mulheres, idosos”, pode ler-se no comunicado a que a ‘Reuters’ teve acesso.
Um porta-voz da Nestlé disse à agência de notícias que a Nestlé tinha cerca de 5.800 funcionários na Ucrânia no início da guerra, mas um número significativo já deixou o país.














