Microsoft cria índice de produtividade que mede utilização do email ou videochamadas

Quantas vezes por dia visita o email e confirma se chegou alguma mensagem nova? E quantas vezes participa em reuniões através de videochamadas? Estas são algumas das perguntas a que o novo índice de produtividade da Microsoft procura responder, ajudando os directores e líderes a analisarem o desempenho das respectivas equipas.

Designado Productivity Score, oferece dados sobre como os trabalhadores usam as ferramentas da Microsoft, nomeadamente Outlook, Teams, SharePoint ou OneDrive. Investigadores e especialistas citados pela Forbes indicam que se trata de um «pesadelo da privacidade», uma vez que o nível de monitorização é muito elevado.

Esta nova solução, lançada há cerca de um mês, permite que um director procure determiando funcionário a partir do seu nome e descubra quantas horas passou em reuniões através do Microsoft Teams ao longo dos últimos 28 dias. Também permite que conhecer o número de dias em que uma pessoa esteve activa em programas como Word, Excel, PowerPoint ou Skype no último mês e a partir de que dispositivo. Ou seja, se trabalharam a partir do computador ou do telemóvel, por exemplo.

Quem quiser ir mais ao pormenor também pode: os empregadores poderão ver o número dias em que um trabalhador enviou um email com determinada @menção ou o número de vezes em que a câmara esteve ligada durante as reuniões virtuais. No total, são 73 as informações que as empresas podem obter sobre os seus trabalhadores.

«Por que razão estão a monitorizar as pessoas desta maneira e o que é que isso diz às pessoas sobre a relação que devem ter com os seus empregadores no local de trabalho? Que mensagem estão a enviar?», questiona J.S. Nelson, professor de direito da Universiadde Villanova.

Em declarações à Forbes, diz mesmo que «é horrendo», embora não seja essa a perspectiva da Microsoft. Jared Spataro, vice-presidente de Microsoft 365, garantiu numa publicação de 29 de Outubro que «o Productivity Score não é uma ferramenta de monitorização de trabalho. É sobre descobrir novas formas de trabalhar».

Melissa Grante, Product Marketing director de Microsoft 365, assume a mesma postura: «Tornamos todas estas escolhas disponíveis para clientes e somos super claros sobre como os clientes podem usá-las e sobre como não podem», afirma à Forbes, lembrando que a ferramenta tem de ser activada e que os dados podem ser tornados anónimos que o empregador assim o entender.

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