Marcelo continua a defender prolongamento do lay-off mas não confirma decisão do Governo

Na véspera de mais uma reunião do Conselho de Ministros, em que está em cima da mesa prolongar, mas com alterações, o regime de ‘lay-off’, o Presidente da República mantém a defesa desta medida.

Sónia Bexiga

Questionado sobre a hipótese que o Governo estará a equacionar de renovação do ‘lay-off’ mas em moldes diferentes, o Presidente da República afirmou, ao final desta tarde, em declarações aos jornalistas, em Almada, que “não podemos separar o plano do Governo, que ainda vai ser discutido e depois voltado, do Orçamento Suplementar e daquilo que vai ser a decisão europeia”.

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No fundo, acrescentou, “aquilo que todos esperamos, depois do choque que foi parar as economias de todo o mundo e o que foi para a economia portuguesa, é que a retoma seja o mais rápida possível e que avance com emprego e rendimento, e que permita a recuperação daqueles que foram os mais sacrificados, e são sempre os mais pobres os mais sacrificados, e que tenha um horizonte para além do dia seguinte, idealmente de 5 a 7 anos, o que permitirá dar passos consistentes para corrigir as desigualdades que foram agravadas”.

Defensor público do prolongamento do lay-off nas últimas semanas, a favor da salvaguarda de muitos milhares de postos de trabalho, Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que “se houver meios financeiros, nomeadamente em termos de financiamento europeu, considero que seria importante o Governo prolongar esta medida”, reiterando assim as premissas financeiras que sempre apontou nesta sua defesa.

Sem revelar o teor das conversas com o primeiro-ministro António Costa sobre esta matéria, nem mesmo o sentido da decisão do Governo, o Presidente da República afirmou ainda assim que o prolongamento do ‘lay-off’, “mesmo com alterações, é uma ajuda para evitar que centenas de milhares de trabalhadores possam correr o risco de passar ao desemprego. Espero que isso possa acontecer mas a decisão é, por um lado do Governo, e por outro, do Parlamento”.

Os últimos dados sobre o ‘lay-off’ em Portugal foram transmitidos, esta quinta-feira, pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no debate plenário, adiantando que, o  regime simplificado ‘protegeu’, até ao momento, 804 mil postos de trabalho e 99 mil empresas portuguesas, com apoios pagos no valor de 470 milhões de euros.

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