Volodymyr Saldo, que foi nomeado pelo Kremlin como chefe da administração militar cívica de Kherson depois de a região ter sido anexada pelas tropas da Rússia na sequência da invasão, afirmou que o Mar Negro vai passar a pertencer a Moscovo, num evento realizado na cidade russa de Rostov-on-Don.
O Mar Negro, que faz fronteira com a Bulgária e a Roménia, dois países da União Europeia (UE), assim como a Ucrânia, Geórgia, Moldávia, Rússia e Turquia, é de importância estratégica e económica para Moscovo, em grande parte devido às rotas de trânsito que proporciona.
“‘O mar de Azov já se tornou o mar interno da Rússia e o Mar Negro em breve também se tornará”, afirmou Saldo”, comentou o governador, momento partilhado num vídeo no Twitter pelo conselheiro do ministro dos assuntos internos da Ucrânia, Anton Gerashchenko.
Saldo esteve presente em eventos que foram realizados para as regiões de Kherson, Zaporíjia, Donetsk e Luhansk – os quatro territórios que Putin proclamou terem sido anexados em Setembro do ano passado -, de acordo com os meios de comunicação locais. O objetivo desta iniciativa, organizada no âmbito da plataforma presidencial ‘A Rússia é um país de oportunidades’, é alegadamente recrutar profissionais capazes de restaurar novas regiões russas.
“The sea of Azov already became Russia’s internal sea, and I think the Black Sea will soon become one, too” – so-called “governor of Kherson region” Saldo.
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— Anton Gerashchenko (@Gerashchenko_en) March 14, 2023
“Quero aplaudir quando tivermos também o Mar Negro”, confessou Saldo ao salientar: “Nós já o temos, mas será totalmente nosso”, referindo-se a um discurso proferido anteriormente pelo presidente russo Vladimir Putin.
O presidente da Rússia ordenou a invasão à Ucrânia no dia 24 de fevereiro de 2022, para “desmilitarizar e desnazificar” o país vizinho, ofensiva militar que levou a União Europeia (UE) a responder com vários pacotes de sanções internacionais. Para assinalar o aniversário da guerra, os aliados ocidentais da Ucrânia anunciaram o reforço do apoio militar a Kiev.
A invasão russa desencadeou uma guerra de larga escala que deixou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Não é conhecido o número de baixas civis e militares do conflito, contudo diversas fontes, entre as quais a Organização das Nações Unidas (ONU), admitiram que será elevado.














