O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROTESTE, que na semana passada tinha subido, e com o segundo maior aumento deste ano (o primeiro se não contarmos com as mudanças decorrentes da isenção de IVA em determinados produtos), voltou a ficar mais caro esta semana.
Esta quarta-feira, segundo os dados da DECO PROTESTE, o cabaz custava 237,96 euros, um aumento de 0,16 euros (+0,07%). Comparando com o início de 2024, o cabaz está 1,92 euros mais caro. Mas, se olharmos ao período homólogo do ano anterior, a subida é de 11,54 euros, e ainda maior, de 54,33 euros, se compararmos com o preço do cabaz antes do início da guerra na Ucrânia.
Esparguete, bacalhau e curgete entre os produtos que mais aumentaram
Observando apenas a última semana, entre 3 e 10 de março, os produtos que mais tinham subido de preço foram os seguintes: massa esparguete (13%), bacalhau (10%), curgete (10%), maçã gala (9%), salmão (8%), atum posta em azeite (8%), perna de peru (8%), polpa de tomate (7%), arroz carolino (7%), queijo curado (7%).
Olhando a categorias de produtos, os maiores aumentos percentuais, desde início da guerra, foram registados na mercearia (39,29%, mais 16,32 euros), e no peixe (32,62%, mais 8,11 euros).
Peixes são ‘campeões’ de aumentos
De acordo com a análise, comparando os preços desta quarta-feira com os da mesma semana do ano passado, foram os seguintes produtos os que ficaram mais caros: azeite virgem extra (63%), pescada fresca (37%), atum posta em azeite (31%), laranja (23%), maçã gala (22%), brócolos (21%), perca (17%), couve flor (17&9, salmão (15%), maçã golden (15%).
Azeite 158% mais caro do que antes da guerra na Ucrânia
Comparando os preços do cabaz da última semana, com o mesmo conjunto de produtos adquiridos a 23 de fevereiro de 2022, antes do conflito na Ucrânia, verificam-se que os seguintes produtos registaram os maiores aumentos de preço: azeite virgem extra (147%), cebola (79%), polpa de tomate (74%), pescada fresca (73%), flocos de cereais (65&), salmão (64%), arroz carolino (64%), batata vermelho (63%), açúcar branco (63%), laranja (62%)..
Cabaz IVA zero também desceu na última semana
O cabaz definido de produtos essenciais aos quais era aplicada a medida do IVA zero (que terminou a 4 de janeiro), também registou um aumento de 0,27 euros custando agora 144,82 euros.
Comparando com o último dia de IVA zero e até esta quarta-feira, regista-se um aumento de 2,84 euros no preço do cabaz (+1,81%). Comparando com o início do ano, verifica-se uma subida de 1,53 euros euros (+1,07%).
Segundo a análise, há produtos que subiram bem acima dos 6% de IVA (ou 13%, no caso do óleo alimentar) que voltou a ser aplicado. Por exemplo, comparando com o último dia em que vigorou a medida, o atum posta em azeite aumentou 28%, a perna de peru 14%, a maçã gala 13% ou o queijo curado fatiado embalado 13%.














