Mais de 100 empresas de capitais portugueses são esperadas na Feira Internacional de Maputo (Facim) 2026, que arranca segunda-feira, reforçando a presença nacional num dos principais mercados africanos, onde já operam cerca de 500 empresas portuguesas.
Segundo informação da Embaixada de Portugal em Maputo divulgada hoje, a participação portuguesa na 61.ª edição da Facim será acompanhada pelo secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, que visita Maputo entre 31 de agosto e 02 de setembro, e pela presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Madalena Oliveira e Silva.
A presença portuguesa decorre num contexto de “forte dinamismo e de fortalecimento da cooperação empresarial entre os dois países”, numa altura em que empresas de capitais portugueses mantêm atividade em setores considerados estratégicos para a economia moçambicana, como energia, agricultura, infraestruturas, engenharia, turismo e transformação digital.
Entre as mais de 100 empresas portuguesas esperadas este ano na Facim, cerca de duas dezenas participarão com espaços próprios de exposição, procurando promover produtos, serviços e oportunidades de investimento junto de parceiros moçambicanos e internacionais.
A participação institucional de Portugal será coordenada pela AICEP, através de um espaço concebido como plataforma de encontro e articulação empresarial.
“O ‘stand’ institucional de Portugal pretende funcionar não apenas como espaço de representação, mas sobretudo como um ‘hub’ de ligação e ponto de encontro para as empresas portuguesas presentes no mercado, facilitando contactos com potenciais parceiros, investidores e entidades públicas e privadas moçambicanas”, refere a Embaixada de Portugal.
Durante a visita a Moçambique, João Rui Ferreira participará no Fórum Empresarial Portugal-Moçambique 2026, subordinado ao tema “Competitividade, Conteúdo Local e Novas Oportunidades de Investimento”, marcado para 01 de setembro, no Camões – Centro Cultural Português, em Maputo.
O programa da deslocação inclui igualmente reuniões institucionais, encontros com empresários e visitas a empresas de capitais portugueses a operar no mercado moçambicano.
Também está prevista a presença no primeiro dia da Facim do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, e do líder do grupo parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, no âmbito da visita da delegação do partido a Maputo, para reforçar relações institucionais e identificar oportunidades de cooperação, segundo fonte do partido.
Portugal é o sétimo maior fornecedor de Moçambique, com mais de 1.100 empresas portuguesas exportadoras ativas para este mercado, responsáveis por trocas comerciais que, em 2025, superaram os 193 milhões de euros em bens. Atualmente há mais de 40 mil cidadãos portugueses registados na rede consular em território moçambicano, e quase 500 empresas de capitais portugueses em Moçambique, segundo dados oficiais.
A Facim arranca na segunda-feira, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, no distrito de Marracuene, e decorre até 05 de setembro, sendo considerada o maior evento de negócios de Moçambique.
Segundo a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (Apiex), a organização espera a participação de 30 países, com cerca de 600 empresas estrangeiras, além de aproximadamente 2.150 expositores moçambicanos e representantes de todas as províncias nacionais.
O certame contará com uma exposição agropecuária e com pavilhões dedicados a vários setores da economia e instituições públicas, incluindo o setor empresarial do Estado e a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze.
Estão igualmente previstos vários fóruns empresariais e seminários temáticos destinados à promoção de parcerias e oportunidades de negócios, incluindo os fóruns Moçambique-China, Moçambique-Brasil e Moçambique-Emirados Árabes Unidos.
O Brasil participa este ano como país convidado de honra, numa edição subordinada ao lema “Transformação digital e energética para uma economia sustentável”.














