O quarto trimestre de 2023 ficou marcado pela maior queda de emprego face aos mesmos períodos dos últimos 10 anos .
Uma análise da Randstad Portugal aos resultados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE) no quarto trimestre de 2023 mostra que se registou uma diminuição no número de empregados face ao trimestre anterior (-35.000 pessoas; -0,7%).
“Trata-se da maior queda num quarto trimestre desde 2012 e, desta forma, o número de pessoas empregadas passou para 4.980.500 profissionais. O desemprego registou um aumento trimestral de 28.500 pessoas. Já em termos homólogos o desemprego cresceu em 10.400 pessoas”, explica a Randstad.
Em termos homólogos, o emprego registou um aumento de 79.800 profissionais, um aumento de 1,6% face ao quarto trimestre de 2022. Mas o desemprego também cresceu em 10.400 pessoas face ao mesmo período de 2022 e a população ativa registou também um acréscimo em 90.200 pessoas, isto é 2,4%.
A queda no emprego foi registada em todos os grupos etários, exceto na faixa dos 35 aos 44 anos, onde foi verificado um aumento em 7.100 profissionais, ou seja, mais 0,7%.
“A análise dos dados publicados hoje pelo INE mostra que o emprego atingiu um crescimento homólogo médio de 2,0%. Como é possível que o emprego cresça 2,0% em 2023 e a produção (PIB) aumente 2,3%? A explicação está relacionada com o facto de a produtividade ter aumentado no último ano. Esta variável tende a aumentar quando os recursos são utilizados de maneira mais eficiente e isto geralmente é positivo. No entanto, também pode ter implicações negativas, como o aumento da pressão sobre o mercado de trabalho”, comenta Isabel Roseiro, diretora de Marketing da Randstad Portugal.














