Lukashenko admite instalar armas nucleares na Bielorrússia face à ameaça do Ocidente

Alexander Lukashenko admitiu instalar armas nucleares se enfrentar ameaças do Ocidente, numa altura de grande tensão entre a Rússia e os países ocidentais por causa da Ucrânia.

Fábio Nunes

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, declarou esta quinta-feira que o seu país pode instalar armas nucleares se enfrentar ameaças do Ocidente, numa altura de grande tensão entre a Rússia e os países ocidentais por causa da Ucrânia.

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“Se for necessário, se tais passos estúpidos e irracionais forem tomados pelos nossos rivais e opositores, não vamos só instalar armas nucleares, mas sim super armas nucleares e da mais recente geração para proteger o nosso território”, frisou Lukashenko, revela a agência estatal bielorrussa Belta.

O líder autoritário da Bielorrússia também indicou que o país está a equacionar comprar vários sistemas de mísseis terra-ar S-400 à Rússia, para colocá-los perto da capital Minsk.

A Rússia e a Bielorrússia realizaram recentemente exercícios militares de larga escala perto da fronteira com a Ucrânia. O governo de Minsk terá esclarecido a Kiev durante uma conversa por telefone esta semana que “o que está a acontecer na fronteira não significa que alguém esteja a planear um ato de agressão”.

Certo é que, principalmente após os protestos em massa de 2020, Lukashenko e o governo bielorrusso ficaram isolados no plano internacional e, por outro lado, ainda mais dependentes do apoio da vizinha Rússia e de Vladimir Putin.

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