Lucros do grupo Alibaba caem mais de 50% entre abril e dezembro

A gigante chinesa do comércio eletrónico Alibaba obteve um lucro líquido de 70.937 milhões de yuans (10.031 milhões de euros), nos primeiros nove meses do seu ano fiscal, uma queda de 54,47%, face ao mesmo período do ano anterior.

Executive Digest com Lusa

A gigante chinesa do comércio eletrónico Alibaba obteve um lucro líquido de 70.937 milhões de yuans (10.031 milhões de euros), nos primeiros nove meses do seu ano fiscal, uma queda de 54,47%, face ao mesmo período do ano anterior.

No relatório enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, a empresa atribuiu a queda dos seus lucros entre abril e dezembro a um menor volume de negócios, relacionado com algumas das suas operações e a contração das receitas, devido à alteração no valor dos seus investimentos.

A receita da empresa de tecnologia nesse período foi de 649.010 milhões de yuans (91.732 milhões de euros), o que representa um aumento de 22,48%, em termos homólogos.

Porém, ainda maior foi o aumento dos custos operacionais, que subiram 35,42%, para 400.505 milhões de yuans (56.708 milhões de euros).

No terceiro trimestre fiscal (outubro-dezembro), os lucros líquidos caíram 74%, fixando-se em 20.429 milhões de yuans (2.891 milhões de euros).

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O volume de negócios aumentou 10% no mesmo período, para 242.580 milhões de yuans (34.313 milhões de euros).

A diretora financeira do Alibaba, Maggie Wu, assegurou que o crescimento das receitas do último trimestre é representativo de “resultados saudáveis”, salientando que nesse período a empresa efetuou a recompra de mais de 10 milhões das suas ações cotadas nos EUA, por cerca de 1.400 milhões de dólares.

O presidente e CEO do grupo, Daniel Zhang, falou em termos semelhantes: “Continuamos a executar a nossa estratégia de crescimento diversificado, num ambiente de mercado complexo e volátil”.

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Na divisão por segmentos de negócios, o setor de comércio na China continuou a dominar amplamente no trimestre – realizado principalmente através dos seus populares portais Taobao e Tmall -, que representa 73% do faturamento total e registou receitas 7% superiores às do mesmo período do ano anterior.

Os negócios internacionais avançaram 18%.

Fora desses dois segmentos tradicionais, que respondem por 80% do faturamento do Alibaba, destacam-se os avanços do negócio de computação em nuvem (‘cloud’), que cresceu 20%, ou da subsidiária de logística Cainiao (+15%).

Negócios menores, como serviços ao consumidor local (+27%) ou iniciativas de inovação (+63%) também tiveram um bom desempenho.

Os órgãos digitais e de entretenimento mantiveram o volume de negócios, face ao ano passado.

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“Sempre inovamos e investimos a longo prazo. Os nossos investimentos contínuos em iniciativas de crescimento produziram resultados tangíveis”, disse Wu.

No final de dezembro, as plataformas da Alibaba – designadas por “ecossistema” pela empresa – acumulavam cerca de 1,28 mil milhões de usuários ativos anuais, ou seja, clientes que realizam pelo menos uma transação por ano.

Desse montante, cerca de 76,5% correspondem a utilizadores na China, enquanto os restantes encontram-se noutros territórios; no entanto, em termos de crescimento por área geográfica, o crescimento internacional (+5,6%) é superior ao verificado no país de origem do grupo (+2,7%).

As ações do Alibaba na Bolsa de Hong Kong fecharam hoje com uma queda de 6,67%, para 104,9 dólares de Hong Kong (12,03 euros).

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