Legislativas em maio ou junho? PS, PSD e CDS disponíveis para mudar data das eleições

Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu que a lei fosse alterada, para que as legislativas acontecessem antes das férias de verão, PS mostra-se «disponível» para apresentar a proposta aos restantes partidos.

Simone Silva

Foi por sugestão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que a alteração da lei para que as legislativas se realizem em Maio ou Junho, evitando atrasos na entrada em vigor do OE, passou a ser considerada.

Para o PS «faz todo o sentido debater», refere à TSF, Pedro Delgado Alves, deputado socialista. «Em 2010 o PS apresentou uma proposta» que visava a alteração das eleições legislativas para maio, «garantindo que o novo Governo inicia a preparação do Orçamento para entrar na AR em Outubro. Isso permite efectivamente que entre em vigor a 1 de Janeiro, tornando o processo mais sólido», disse.

Desta forma o deputado revela «abertura» da parte do PS para a proposta do Presidente, que será discutida com os outros partidos. «idealmente mudando a lei eleitoral. Temos tempo nesta legislatura. Seguramente os outros partidos concordarão que é uma vantagem para todos», afirmou Pedro Delgado Alves.

Na mesma linha, o deputado do PSD Pedro Rodrigues afirma que o seu partido também está disponível para o debate e o mesmo garante António Carlos Monteiro, vice-presidente do CDS.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, «um dia mais tarde os partidos terão de pensar nisso. Não sei se é preciso mudar a Constituição, se é preciso só mudar a lei», disse, referindo que, actualmente, «de cada vez que há eleições em Outubro, fica-se durante seis meses, pelo menos, sem um Orçamento e a funcionar com duodécimos do ano anterior», diz citado pelo Expresso.

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“Com eleições em Outubro, nunca haverá Orçamento antes de Fevereiro, Março. Há quatro anos foi em final de Março, não sei se chegou a ser em Abril e o decreto-lei de execução orçamental entra em vigor três meses depois. Portanto, não é possível executar o Orçamento praticamente até dois terços do ano, ou mais de metade do ano”, acrescentou o Presidente da República.

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