Junho vai trazer um ‘tsunami’ de despedimentos coletivos

De 1 de março a 2 de junho 263 empresas recorreram ao mecanismo do despedimento coletivo, visando afastar 2888 trabalhadores.

Executive Digest

Em Portugal continental, o número de pessoas atingidas em processos de despedimento coletivo registou um pico em abril, seguindo-se um recuo significativo em em maio, porém, “os dados deste início de mês de junho são preocupantes, novamente”, segundo noticia o ‘DN/Dinheiro Vivo’, este sábado.

Os dados mais recentes do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, mostram que 57 empresas iniciaram processos para despedir cerca de 786 trabalhadores, numa situação que se agravou muito em abril, com 140 empresas a tentar despedir 1324 empregados, quase o dobro face ao mês anterior.

A base dados mostra ainda que em maio, a situação melhorou, com 57 empresas a moverem processos para tentar despedir 539 pessoas.

No entanto, o início deste mês de junho, já com mais empresas a regressar e menos restrições sociais, voltou a agravar-se: entre 1 e 2 de junho, nove empresas entregaram planos para despedir 239 pessoas. Ou seja, em dois dias, o número de trabalhadores a despedir já é metade do verificado no mês de maio inteiro.

De acordo com cálculos do ‘Dinheiro Vivo’, com base nos números do Ministério do Trabalho, de 1 de março a 2 de junho 263 empresas recorreram ao mecanismo do despedimento coletivo, visando afastar 2888 trabalhadores.

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