ENTREVISTA: São Tomé/Eleições: Nito d’Abreu nega divisão na ADI e garante partido unido em torno da candidatura

*** João Carreira (texto) e Nuno Veiga (vídeo e fotos), da agência Lusa ***

Executive Digest com Lusa

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(REPETIÇÃO) São Tomé, 15 jul 2026 (Lusa) — O candidato presidencial são-tomense Nito d’Abreu negou em entrevista à Lusa qualquer divisão na ADI, que garantiu estar unida em torno da candidatura, à exceção de “um grupinho” que tentou “uma rebelião”, sem sucesso.


O candidato apoiado pelo partido no poder, a Ação Democrática Independente (ADI), refuta a ideia de que qualquer divisão interna possa afetar a candidatura às presidenciais que se realizam no domingo, apesar de existir uma ala que se opõe ao líder Patrice Trovoada e apoia a candidatura do atual Presidente, Carlos Vila Nova.


“A ADI não está dividida. Está [mobilizada] em torno de uma candidatura que é a minha candidatura, [de] um militante que cresceu dentro do partido”, salientou, argumentando que existe apenas “um pequeno número de militantes, que tendem a criar rebelião interna”.

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“E até pensavam, talvez, que tinham 30% ou 40% da militância. Mas, nos 15 dias, os últimos cenários até aqui, já tem estado a revelar que o militante do ADI manteve-se firme. (…) O atual líder é Patrice Trovoada. Então, logo caiu por terra essa questão”, acrescentou.


Sobre a tensão política que se vive desde o início de 2025, quando o atual Presidente e recandidato, Carlos Vila Nova – alegando prolongadas ausências do país e deslealdade institucional -, exonerou o primeiro-ministro, Patrice Trovoada, líder da ADI, Nito d’Abreu fica-se por duas ideias principais.


Primeiro, a de que o próprio Nito d’Abreu foi um pilar para a eleição em 2021 de Carlos Vila Nova, então apoiado pela ADI. E, segundo, aponta o recandidato como um adversário político e não com um inimigo, sendo que prefere não fazer qualquer apreciação sobre o primeiro mandato de Vila Nova. E porquê? “Caso eu tiver que falar, possivelmente teria considerações que não são boas”, num momento em que se assiste a uma “usurpação do poder”, resumiu.


O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.


Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

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