Irão: Mais de 9.000 cidadãos dos EUA abandonaram Médio Oriente

Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente devido ao conflito iniciado no sábado com os ataques ao Irão por Estados Unidos e Israel, anunciou o Presidente Donald Trump.

Executive Digest com Lusa

Mais de 9.000 cidadãos norte-americanos abandonaram o Médio Oriente devido ao conflito iniciado no sábado com os ataques ao Irão por Estados Unidos e Israel, anunciou o Presidente Donald Trump.


Numa mensagem na rede Truth Social na terça-feira, Trump incentivou os norte-americanos na região que desejam regressar a casa a registarem-se no site do Departamento de Estado para receberem “opções de viagem”.


O governo norte-americano, adiantou, está a fretar voos e a assegurar opções comerciais para apoiar os seus cidadãos.


A mensagem de Trump surge no meio de críticas da oposição democrata ao governo pela falta de planeamento para retirada de norte-americanos antes do início da Operação “Fúria Épica”, no sábado.


A região, que alberga importantes aeroportos como Doha e Dubai, enfrenta encerramentos e restrições de espaço aéreo após os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão, que resultaram na morte do Líder Supremo Ali Khamenei, bem como ataques de retaliação iranianos.


O secretário de Estado Marco Rubio confirmou na terça-feira que entre 1.500 e 1.600 norte-americanos solicitaram assistência para abandonarem a região, afirmando que “levará algum tempo” para prestar ajuda devido aos encerramentos do espaço aéreo anunciados pelos países da região.


Na segunda-feira, os Estados Unidos instaram os seus cidadãos a abandonarem cerca de quinze países do Médio Oriente, incluindo Israel, Jordânia e Egito.


Além disso, Washington fechou as suas embaixadas no Kuwait e na Arábia Saudita em resposta a ataques iranianos.


Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.


O Irão confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.


O Crescente Vermelho informou hoje que o número de mortos em no Irão ultrapassou os 555 desde o início dos bombardeamentos.


Em Israel, os ataques com mísseis iranianos já provocaram a morte a 10 pessoas.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação iniciada no sábado visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial” ao seu país.


O atual conflito agravou também as hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado por Teerão, que nunca deixaram de se acusar mutuamente de violações do acordo de cessar-fogo assinado em novembro de 2024.


 

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