Os militantes do Partido Socialista começaram a votar nas eleições diretas para secretário-geral, um processo interno que decorre até sábado e que coincide também com a eleição de delegados ao Congresso Nacional e da liderança das Mulheres Socialistas.
As votações realizam-se em todo o país e surgem num contexto em que existe apenas um candidato à liderança do partido: o atual secretário-geral, José Luís Carneiro. A eleição decorre num momento que os socialistas descrevem como de reorganização interna e de reafirmação política.
Segundo o calendário aprovado pela Comissão Nacional do PS, citado pelo jornal oficial do partido, Ação Socialista, as eleições diretas realizam-se hoje e amanhã, enquanto o XXV Congresso Nacional está marcado para os dias 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
Além da escolha do secretário-geral, os militantes elegem também os delegados ao Congresso Nacional e participam na eleição da presidente e da Comissão Política Nacional das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos, disputada entre Carla Eliana Tavares e La Salette Marques.
A marcação das datas foi aprovada por unanimidade na Comissão Nacional do PS, numa reunião realizada em Lisboa. Na altura, o presidente do partido, Carlos César, sublinhou que este processo representa um momento de “reorganização interna e de relegitimação dos órgãos próprios do Partido Socialista”.
Segundo Carlos César, esta etapa deverá permitir projetar o partido “com maior eficiência para o próximo futuro”, reforçando a presença dos socialistas na vida política portuguesa.
O dirigente socialista destacou ainda que o PS atravessa uma fase de unidade interna e entusiasmo político, marcada pelos resultados obtidos em recentes eleições autárquicas e pela vitória do candidato apoiado pelo partido na primeira volta das eleições presidenciais.
Na sua visão, a recandidatura de José Luís Carneiro à liderança do PS reúne condições para continuar o processo de recuperação e afirmação política do partido. “Terá certamente todas as condições de continuar a fazer esta projeção e esta reabilitação que o Partido Socialista necessita para ser uma força central na vida política portuguesa”, afirmou.
A candidatura de José Luís Carneiro foi formalizada numa carta dirigida aos militantes socialistas, na qual o atual secretário-geral afirma que pretende reafirmar o PS “como a única alternativa credível para governar Portugal”.
O dirigente socialista diz apresentar-se novamente a votos com o objetivo de consolidar um partido “progressista, humanista e moderado”, capaz de mobilizar os portugueses em torno de soluções concretas para problemas como a saúde, a habitação, os salários ou as pensões.
Na mensagem dirigida aos militantes, Carneiro compromete-se também a reforçar o diálogo interno e a escuta das preocupações da sociedade. “Escutar não é apenas recolher opiniões, mas também compreender necessidades, expectativas e desafios”, escreveu.
O secretário-geral defende ainda que os socialistas devem afirmar-se como uma força política capaz de enfrentar os extremismos através do diálogo, da tolerância e de soluções concretas para os problemas das pessoas.
A Comissão Nacional do PS tinha já definido que o prazo para apresentação de candidaturas à liderança do partido terminaria a 26 de fevereiro, não tendo surgido qualquer outra candidatura além da de José Luís Carneiro.
A eleição que agora decorre servirá também para preparar o Congresso Nacional do partido, marcado para o final de março em Viseu, onde serão discutidas as prioridades políticas e estratégicas dos socialistas para os próximos anos.














