Irão: Israel efetua novos ataques no Líbano e em Teerão 

As Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram ter feito novos bombardeamentos em Teerão, após vários ataques no Líbano durante terça-feira contra o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah. 

Executive Digest com Lusa

As Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram ter feito novos bombardeamentos em Teerão, após vários ataques no Líbano durante terça-feira contra o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah. 


No 26.º dia da guerra no Médio Oriente, e após ter comunicado que mísseis iranianos se dirigiam para Israel, as FDI anunciaram esta noite que estavam novamente a bombardear Teerão. 


As FDI “lançaram uma série de ataques contra as infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão”, afirmaram na sua conta oficial na plataforma Telegram. 


No Líbano, Israel ameaçou com ataques no sul de Beirute e ordenou a evacuação forçada dos habitantes de sete zonas dos subúrbios, entre as quais Haret Hreik, Yobeiri e Laylaki. 


O porta-voz Avichay Adraee declarou nas redes sociais que o Exército israelita continuará a atacar nessa área “a infraestrutura militar” do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah. 

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Por seu lado, o Hezbollah reivindicou um ataque com foguetes e projéteis de artilharia contra uma concentração de veículos e soldados do Exército israelita na cidade de Taybe (sul), bem como contra infraestruturas militares israelitas nos Montes Golã sírios ocupados.  


Segundo as autoridades libanesas, ao longo de terça-feira os bombardeamentos israelitas mais mortíferos ocorreram nas localidades de Habush (sul), onde três pessoas morreram e 18 ficaram feridas; e de Adloun, onde quatro cidadãos perderam a vida e outro ficou ferido. 


Segundo o Centro de Operações de Emergência Sanitária do Ministério da Saúde Pública do Líbano, outro ataque israelita contra Mieh Mieh resultou em dois mortos e quatro feridos; e um bombardeamento contra a cidade de Tiro deixou 24 feridos. 

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Mais de 1.070 pessoas morreram no Líbano devido aos bombardeamentos israelitas desde o início da guerra, que também provocou a deslocação de centenas de milhares de cidadãos. 


Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.


Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.


Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos – entre os quais o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani – e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.


A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou a 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis – incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.

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