Indiscrição de Borrell custou envio de caças polacos para a Ucrânia

O chefe da diplomacia europeia tornou pública uma operação que devia ser secreta.

Executive Digest

O plano proposto pela Polónia de enviar caças para a Ucrânia terá sido travado devido à indiscrição do chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, que transformou uma operação secreta numa operação pública, avança o Politico, cujas fontes são altos funcionários norte-americanos e europeus.

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Os Estados Unidos e os aliados europeus apontam o dedo a Borrell pelo falhanço do plano para transferir 28 caças MiG-29 para a Ucrânia. O Alto Representante da União Europeia para a Política Externa anunciou a 27 de fevereiro o plano, antecipando uma possibilidade que ainda não era consensual entre os aliados da NATO e Washington.

O Politico informa que a transferência dos aviões teria sido possível caso se tivesse mantido o acordo nos bastidores. Mas isso tornou-se inviável a partir do momento em que Borrell disse à imprensa que a União Europeia iria fornecer caças à Ucrânia. Este anúncio de Borrell gerou ondas de choque, incluindo entre os aliados no leste da Europa que desejavam que o envio dos caças fosse feito secretamente.

As declarações do chefe da diplomacia europeia levaram o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a reforçar os seus pedidos para que fossem enviados aviões para o país. Ao mesmo tempo, países como a Eslováquia e a Bulgária, que possuem caças de origem soviética semelhantes aos da Ucrânia, afastaram-se de qualquer plano para enviar esses aviões de guerra.

O plano acabou por se tornar numa operação confusa que culminou com a Polónia a querer forçar a entrega dos caças e os Estados Unidos a rejeitarem tais intenções.

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De acordo com o Politico, a administração Biden nunca pôs em causa a importância que o envio dos caças MiG teria para a Ucrânia, isto apesar da versão oficial americana de que a transferência dos aviões não aconteceu porque não iriam alterar de forma significativa o equilíbrio de forças na guerra.

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