Independência política deve ser acompanhada de integridade e competência — Ramos-Horta

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu hoje que a independência política deve ser acompanhada por uma governação baseada na integridade, competência e ao serviço da população.

Executive Digest com Lusa

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, defendeu hoje que a independência política deve ser acompanhada por uma governação baseada na integridade, competência e ao serviço da população.

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“A independência política deve ser acompanhada por uma governação baseada na integridade, na prestação de contas, na competência e no compromisso de colocar os recursos nacionais ao serviço do povo e das futuras gerações”, afirmou José Ramos-Horta num discurso por ocasião do 51.º aniversário das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste [Falintil] — Forças de Defesa de Timor-Leste (FDTL).

As celebrações decorreram em Abo Melari, no sopé da montanha Matebian (no município de Baucau), que tem um grande significado para o povo timorense. Além de um local sagrado é também um símbolo da resistência à ocupação indonésia.

“A melhor forma de honrar os nossos heróis é transformar o seu sacrifício em compromisso com o presente e com o futuro, e isto exige instituições fortes, transparentes e responsáveis”, disse Ramos-Horta, salientando que a boa governação e o Estado de Direito são a “expressão concreta do patriotismo”.

Para o Presidente timorense, o patriotismo dos heróis da resistência consistiu no sacrifício e na luta pela liberdade.

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“O patriotismo da nossa geração deve manifestar-se no serviço público, no respeito pelas leis, na proteção do ambiente, na educação dos nossos filhos e na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”, afirmou.

“Amar Timor-Leste significa servir o povo, respeitar as instituições e garantir que nenhum cidadão seja deixado para trás”, insistiu o também prémio Nobel da Paz.

No discurso, divulgado à imprensa, o Presidente timorense disse também que os jovens têm uma nova missão que é “transformar o legado recebido em responsabilidade para construir um país justo, desenvolvido e pacífico”.

“A memória da nossa história não deve servir apenas para celebrar as conquistas do passado. Deve inspirar humildade, responsabilidade e compromisso permanente com o futuro”, sublinhou.

O chefe de Estado afirmou também que valores como a coragem, disciplina, respeito pela dignidade humana, fidelidade à causa nacional e confiança de que a justiça pode triunfar continuar a orientar a população timorense.

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“As gerações atuais não são chamadas a repetir os sacrifícios dos nossos heróis, mas a honrar o seu legado através do trabalho, da educação, da defesa da democracia, do respeito pelas instituições e da construção permanente da unidade nacional”, disse.

“Este é o verdadeiro legado das Falintil: não apenas a vitória de uma luta, mas a afirmação dos valores de um povo que acreditou que a liberdade era possível”, acrescentou o Presidente timorense.

As Falintil foram criadas a 20 de agosto de 1975 pela Frente Revolucionário do Timor-Leste Independente (Fretilin) em resposta ao golpe da UDT (União Democrática Timorense), que provocou um conflito entre timorenses.

Em 1987, o então comandante das Falintil, Xanana Gusmão, tomou a decisão de tornar esta força apartidária, consolidando-se como braço armado da resistência à ocupação indonésia, ocorrida em 07 de dezembro de 1975. Após a independência do país, em 20 de maio de 2002, as Falintil integram as Forças de Defesa de Timor-Leste.

As celebrações do 51.º aniversário das F-FDTL são este ano dedicadas ao tema “Honra aos Mártires, Compromisso com a Estabilidade e a Paz”.

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