Os hospitais e clínicas CUF e Luz vão recusar-se a fazer eutanásias, caso a despenalização da morte assistida seja aprovada no Parlamento.
O Grupo José de Mello Saúde enviou uma mensagem aos mais de oito mil colaboradores da CUF onde indica que o valor da vida humana deve “prevalecer sobre os interesses da Ciência e da Sociedade” e que “nem tudo o que é tecnicamente possível é aceitável”.
O documento, a que o jornal Expresso teve acesso, dá conta da posição do grupo relativamente à eutanásia: se esta prática passar a ser legal em Portugal, os hospitais e clínicas CUF deverão recusar-se a fazê-la. No final da mensagem, assinada por Salvador de Mello, presidente do Conselho de Administração, é afirmada a “clara oposição à despenalização da morte medicamente assistida”.
O grupo privado compromete-se ainda a cumprir o seu Código de Ética, que descreve cada pessoa como “um sujeito de direitos e não um objecto das intervenções médicas”. Segundo a mesma publicação, o Conselho Médio e o Conselho de Enfermagem da CUF concordam com a posição da José de Mello Saúde, recusando-se a intervir em casos de eutanásia. Defendem que os cidadãos têm “uma dignidade intrínseca e constitutiva que nenhuma doença, em nenhuma fase, afeta, diminui ou anula”.
Entretanto, fonte citada pela TSF indica que também as unidades de saúde Luz se recusarão a praticar eutanásia, caso a despenalização seja aprovada.
Recorde-se que a eutanásia tem sido um tema quente no Parlamento português ao longo desta semana e continuará em cima da mesa. No próximo dia 20, serão debatidos na generalidade cinco projectos-lei referentes à despenalização da eutanásia, da responsabilidade do PS, BE, PAN, Verdes e Iniciativa Liberal.
Notícia actualizada às 16h38 com informações sobre os hospitais Luz






