Grynspan lidera processo de seleção de próximo secretário-geral da ONU 

O Conselho de Segurança da ONU iniciou o processo de seleção do próximo secretário-geral da organização, com uma votação inicial que colocou a costa-riquenha Rebeca Grynspan em primeiro lugar entre sete candidatos, segundo fontes diplomáticas.

Executive Digest com Lusa

O Conselho de Segurança da ONU iniciou o processo de seleção do próximo secretário-geral da organização, com uma votação inicial que colocou a costa-riquenha Rebeca Grynspan em primeiro lugar entre sete candidatos, segundo fontes diplomáticas.


Os 15 membros do Conselho reuniram-se à porta fechada, atribuindo anonimamente “apoio”, “desaprovação” ou “sem opinião” aos candidatos, quatro mulheres e três homens, que disputam a sucessão de António Guterres, cujo mandato termina a 31 de dezembro.


Rebeca Grynspan, de 70 anos, ex-vice-presidente da Costa Rica e diretora da Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), recebeu as avaliações mais favoráveis, segundo fontes diplomáticas que falaram à AFP sob anonimato.


Seguiu-se Carolyn Rodrigues-Birkett – ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Guiana e candidata mais jovem, com 52 anos – e o argentino Rafael Grossi, de 65 anos, responsável da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).


O lote de candidatos, que ainda poderá aumentar, inclui ainda a chilena Michelle Bachelet, a equatoriana Maria Fernanda Espinosa, a ugandesa Olara Otunnu e o senegalês Macky Sall.

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Segundo o site noticioso sobre a ONU PassBlue, a diferença entre Grynspan e Rodrigues-Birkett foi de apenas um voto: 10 apoios à primeira e nove à segunda, registando ambas 4 “sem opinião”.


Richard Gowan, do International Crisis Group, afirmou que esta “votação indicativa” vem sobretudo “revelar candidatos inviáveis”, marcando o início de um processo de seleção que pode durar vários meses.


O destino dos candidatos está, em última instância, nas mãos dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido), que ainda não manifestaram preferências e têm poder de veto sobre qualquer candidato.

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Mesmo que um candidato obtenha o apoio necessário de nove membros do Conselho de Segurança — que seleciona o próximo chefe da ONU antes de a sua nomeação ser aprovada pela Assembleia Geral — terá também de evitar um veto de uma das cinco grandes potências, profundamente divididas na maioria das questões de política internacional.


A data da próxima ronda será definida “nos próximos dias”, anunciou o presidente do Conselho de Segurança, o representante da República Democrática do Congo, Zénon Ngay Mukongo, em conferência de imprensa.


Seis dos candidatos foram ouvidos publicamente pela Assembleia Geral e em sessão fechada pelo Conselho de Segurança. Olara Otunnu, que declarou a sua candidatura há alguns dias, será ouvida mais tarde.


Seguindo uma tradição geográfica nem sempre respeitada, a América Latina disputa a posição desta vez, o que explica o facto de a maioria dos candidatos ser deste continente. Muitos países também pressionam para que uma mulher chefie a ONU pela primeira vez.


O embaixador dos Estados Unidos (EUA) junto das Nações Unidas apelou hoje ao próximo secretário-geral, que irá suceder a António Guterres, para que promova uma reforma que torne a organização “mais ágil” e com “maior presença no terreno”.

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“Precisamos de menos sedes, mais presença no terreno (…). Menos pessoas aqui e mais pessoas lá, no terreno”, disse Mike Waltz à imprensa, após a primeira votação informal no Conselho de Segurança.

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