O plano de construção de uma terceira ponte no Tejo, em Lisboa, está a ser analisado pelo Governo e deverá constar do Programa Nacional de Investimentos (PNI) de 2030, cuja apresentação está marcada para a próxima semana, de acordo com o ‘Correio da Manhã’ (CM).
Sem adiantar qualquer detalhe, nem confirmar um novo investimento, o primeiro-ministro António Costa abriu ontem portas a esta possibilidade ao mencionar, «a prioridade na mobilidade», bem como a «aposta num cluster ferroviário».
Segundo a mesma publicação, esta «prioridade» está assente num investimento no valor de 975 milhões de euros até 2026, dos quais 15,3 mil milhões de euros serão provenientes de subvenções europeias. Contudo, nesta matéria o primeiro-ministro sublinhou: «Não utilizaremos a parte relativa aos empréstimos, enquanto a situação financeira do país não o permitir».
O principal objetivo do projeto da ponte, adianta o ‘CM’, passa por uma travessia exclusivamente ferroviária, que suporte a mobilidade dos passageiros do aeroporto do Montijo, no entanto não está para já previsto um valor concreto nem uma data para a sua construção, uma vez que apenas se encontra em fase de estudos.
Recorde-se que esta construção já tinha sido apresentada inicialmente no Governo de José Sócrates, há cerca de 12 anos, em 2008. Contudo aqui a ideia seria contruir uma ponte ferroviária e rodoviária, que faria a ligação entre Chelas e Barreiro, mas não passou disso mesmo, uma ideia que ficou na gaveta em função da conjuntura económica vivida na altura.





