Qual a importância da Globalização para a competitividade?
É crítica para qualquer empresa. Nos dias de hoje, qualquer negócio que queira crescer, tem de ser pensado de forma global, procurando satisfazer a procura que existe no seu mercado alvo, mas também em novos mercados que assegurem oportunidades de crescimento sólido.
No Grupo Altri, através das três unidades de produção que temos em Portugal, a Biotek, a Caima e a Celbi, produzimos anualmente mais de um milhão de toneladas de fibras celulósicas que comercializamos junto de clientes nacionais e europeus, assim como em outros mercados internacionais.
Exportamos cerca de 86% de todas as fibras celulósicas que produzimos em território nacional para uma multiplicidade de mercados, adequando o tipo de fibras consoante as necessidades de cada um deles.
Esta exposição global coloca-nos em concorrência directa com outros players internacionais do sector, obrigando-nos a ser cada vez mais competitivos. Esse desafio coloca-se tanto ao nível da eficiência no processo produtivo, na qualidade dos nossos produtos, mas também cada vez mais ao nível da sustentabilidade, factor de competitividade no nosso sector.
Quais os desafios para continuarem a ser um dos motores da economia?
Na Altri, estamos continuamente a trabalhar no sentido da maior eficiência das nossas operações. Neste sentido, depois do forte aumento dos custos variáveis, prosseguimos os esforços na redução de custos, isto ao mesmo tempo que continuamos focados na optimização da capacidade que já temos instalada. Simultaneamente, continuaremos a trabalhar no sentido da maximização da disponibilidade de energia térmica e eléctrica da nova caldeira da Caima, a primeira das nossas unidades a operar 100% livre de combustíveis fósseis.
2024 será mais um ano de desafios, mas também de decisões importantes para a Altri. A grande decisão prende-se
com o Projecto Gama, que prevê a construção de uma unidade industrial de raiz na Galiza, em Espanha. Uma vez que to-
das as condições estiverem reunidas, contamos tomar a decisão final sobre um investimento que poderá permitir-nos re-
forçar a nossa capacidade produtiva de fibras solúveis, mas também adicionar 60 000 toneladas de fibras sustentáveis destinadas ao sector têxtil, contribuindo assim para a transição necessária no sector da moda.

Como é que as PME podem vencer num mundo cada vez mais global?
A qualidade e competitividade dos produtos ou serviços é, sem dúvida alguma, o factor-chave para que qualquer empresa possa singrar num mundo cada vez mais global. Mais do que o preço, é a valorização dos produtos/serviços comercializados que são o garante do sucesso de uma empresa que enfrentará sempre a concorrência de outras do mesmo sector.
A proposta de valor deve também considerar níveis de serviço que possam diferenciar a oferta face a outros concorrentes internacionais, sendo que a sustentabilidade é um factor relevante, em particular quando considere os fac-
tores económicos da sua oferta. Esta deve permitir melhorar os custos do cliente, sejam através de produtos com maior eficiência, seja com produtos que reduzam a pegada ambiental do cliente
Hoje, os consumidores, sejam eles empresas ou particulares, estão muito despertos para as alterações climáticas, exigindo que os produtos/serviços que adquirem tenham o menor impacto ambiental. Há uma cada vez maior conscien-
cialização para a necessidade de progredirmos rumo a uma economia que, a prazo, seja neutra em carbono.
Na Altri, há muito que temos a sustentabilidade como factor imprescindível na nossa actuação. Não só investimentos na descarbonização da nossa actividade, como passámos mesmo a demonstrar aos nossos clientes através de uma “factura ambiental” o impacto que o produto adquirido tem no ambiente. Esta transparência é valorizada, colocando-nos em vantagem perante outros produtores do nosso sector, especialmente quando servimos mercados de proximidade.














