Exxon e a estatal moçambicana EDM dão 1,1ME para eletrificar posto administrativo

A multinacional americana ExxonMobil e a Eletricidade de Moçambique (EDM) disponibilizaram hoje 1,1 milhões de euros para eletrificar o Posto Administrativo de Quionga, província de Cabo Delgado, norte do país, foi hoje anunciado.

Executive Digest com Lusa

A multinacional americana ExxonMobil e a Eletricidade de Moçambique (EDM) disponibilizaram hoje 1,1 milhões de euros para eletrificar o Posto Administrativo de Quionga, província de Cabo Delgado, norte do país, foi hoje anunciado.


Em comunicado conjunto, refere-se que o projeto de eletrificação daquele Posto Administrativo, avaliado em 1,17 milhões de dólares (1,1 milhões de euros), contempla a construção de 25 quilómetros (km) de linha de média tensão de 33 quilovolts (kV), quatro postos de transformação de 100 quilovolt-ampères (kVA) e 6,1 km de rede de baixa tensão.


A iniciativa financiada pela concessionária da Área 4 da bacia do Rovuma, ExxonMobil, juntamente com a estatal Eletricidade de Moçambique (EDM), prevê ainda a colocação de 60 candeeiros de iluminação pública e a ligação de 600 novos consumidores, beneficiando cerca de três mil pessoas daquela região.


No comunicado, avança-se que o projeto, cuja primeira pedra para a sua expansão foi lançada hoje pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, deverá estar concluído até fevereiro de 2027.


Citado no documento, o governante considerou o ato «um passo firme» na concretização do compromisso do Governo moçambicano de expandir e massificar o acesso universal à energia elétrica e «assegurar que os benefícios do desenvolvimento cheguem progressivamente a todos os moçambicanos».

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Já a presidente do conselho de administração da ExxonMobil, Johanna Boothey, considerou que o acesso a energia elétrica fiável tem o poder de transformar vidas, ao permitir que as crianças estudem após o anoitecer, melhora os serviços de saúde, facilita o acesso à água potável e às comunicações, e cria oportunidades para o crescimento dos negócios locais.


«Ao expandir a rede elétrica nacional até Quionga, estamos a ajudar a criar as bases para o desenvolvimento social e económico sustentável desta comunidade», disse Boothey, citada no documento.


As empresas explicam ainda que a materialização deste projeto constitui a segunda fase da parceria entre a Exxon e a EDM, cujo memorando de entendimento foi assinado a 23 de setembro de 2025.

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Segundo as partes, a primeira fase de parceria, orçada em 500 mil dólares (432 mil euros), permitiu a ligação de 500 famílias à Rede Elétrica Nacional (REN), beneficiando as comunidades dos Bairros Quilaua, Incularino, Mwa e Barabarane, no distrito de Palma, na mesma província.


Naquela fase, recordam as instituições, foram construídos oito km de Rede de Média Tensão de 33 kV, instalados três Postos de Transformação de 160 kVA e um de 100 kVA, além da construção de 12 km de Rede de Baixa Tensão e instalados 96 candeeiros de iluminação pública.


Moçambique realizou mais de 75 mil novas ligações a redes de eletricidade nos primeiros três meses de 2026, para uma meta anual que é de 420 mil, indicaram em 08 de junho os dados do Governo.


De acordo com o relatório de execução do setor no primeiro trimestre, foram realizadas neste período 44.743 novas ligações à REN, a que acrescem, em sistemas independentes por centrais solares e mini-hídricas, mais 30.668 ligações, elevando o número total de novos consumidores para 669.718.

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