“Há um ano, os produtores de vinho do Porto adotaram uma solução de emergência para lidar com a crise provocada pelo início da covid-19 e, tal como aconteceu em 1945, na ressaca da Segunda Guerra Mundial, o setor avançou com a chamada produção em regime de bloqueio”, revela hoje o Jornal de Negócios.
Um ano depois – e apesar de a crise sanitária não estar resolvida nem os viticultores mais desafogados –, o Governo recusa voltar a financiar esta medida de armazenamento específica para a região demarcada. A reserva qualitativa poderia significar um apoio de cerca de 2,5 milhões de euros aos produtores durienses.
“Atendendo à atual conjuntura do setor do vinho, e atento o esforço orçamental que o Estado tem dirigido a setores da economia bastante fragilizados com a situação pandémica, o mecanismo da reserva qualitativa para o Vinho do Porto, para 2021, não tem condições para ser renovado”, explicou o Ministério da Agricultura, ao jornal Público.
No ano passado, o Ministério injetou três milhões de euros dos saldos de gerência do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP). Na sequência da pressão exercida pelos operadores, acabou por reforçar a dotação para cinco milhões, para “minimizar os prejuízos e os efeitos nos rendimentos dos produtores decorrentes da redução do consumo e da quebra de mercados devido à covid-19”.
“Confirmada a não renovação do apoio por parte do Executivo socialista, os representantes da produção e do comércio no Conselho Interprofissional do IVDP voltam a reunir-se esta sexta-feira, 30 de julho, para acertar o número de pipas (de 550 mil litros cada) de mosto generoso que podem ser transformadas em vinho do Porto na próxima vindima”, acrescenta o mesmo jornal.













