EUA testam com sucesso arma hipersónica que pode voar a cinco vezes a velocidade do som

Armas hipersónicas viajam na atmosfera superior – no caso do HAWC, em altitudes superiores a 18 km -, a velocidades a rondar os 6.200 quilómetros/hora. Além da sua velocidade, a sua capacidade de mudar de trajetória após o lançamento e a deteção de radar significa que as armas hipersónicas estão na linha da frente da corrida armamentista

Francisco Laranjeira

Os Estados Unidos testaram com sucesso uma arma hipersónica de respiração aérea que pode voar a mais de 5 vezes a velocidade do som, anunciou esta segunda-feira o Pentágono, naquele que foi o segundo teste bem-sucedido da arma fabricada pela Raytheon, que usa o ar capturado da atmosfera para obter uma propulsão sustentada a velocidades incríveis.

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O programa de desenvolvimento do Conceito de Arma de Respiração Aérea Hipersónica (HAWC) está a ser executado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), um programa de mísseis conduzido em parceria com a Força Aérea dos EUA.

Outro fabricante de armas, Lockheed Martin, está a competir com a Raytheon por um contrato com o Pentágono para desenvolver o HAWC – no entanto, a arma da Lockheed Martin foi testada duas vezes, com um sucesso e uma falha. “Avançar as capacidades hipersónicas da nossa nação é um imperativo nacional crítico e este foi um importante passo adiante”, apontou Wes Kremer, presidente da unidade de negócios de Mísseis e Defesa da Raytheon. “Ter testes de voo consecutivos bem-sucedidos dá-nos ainda mais confiança na maturidade técnica do nosso protótipo HAWC.”

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As armas hipersónicas viajam na atmosfera superior – no caso do HAWC, em altitudes superiores a 18 km -, a velocidades a rondar os 6.200 quilómetros/hora. Além da sua velocidade, a sua capacidade de mudar de trajetória após o lançamento e a deteção de radar significa que as armas hipersónicas estão na linha da frente da corrida armamentista tecnológica global.

Os militares russos alegam ter usado uma arma hipersónica na sua invasão em curso da Ucrânia. E em 2019, a China revelou o que disse ser uma arma hipersónica durante um desfile militar.

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