À primeira vista, há animais que parecem ter sido feitos para provocar medo. Dentes afiados, garras, dimensões impressionantes, mandíbulas assustadoras ou comportamentos defensivos podem levar-nos a acreditar que estamos perante espécies particularmente perigosas. No entanto, a aparência nem sempre corresponde ao comportamento e existem animais que, apesar do aspeto intimidante, são muito menos ameaçadores para os seres humanos do que parecem.
Entre uma raia-manta de enormes dimensões, répteis com dezenas de dentes, um tubarão de aparência ameaçadora, um grande felino, uma ave de rapina necrófaga e duas espécies que recorrem a estratégias de defesa para afastar potenciais ameaças, estão sete exemplos de animais cuja reputação pode ser bastante pior do que a realidade.
1. Raia-manta
O enorme tamanho e o aspeto quase fantasmagórico da raia-manta podem fazer com que pareça um animal saído de um filme de terror. Alguns exemplares podem atingir até nove metros de diâmetro, uma dimensão impressionante que, quando observada debaixo de água, torna a sua presença particularmente imponente.
Apesar disso, a raia-manta é um animal dócil e que não representa um perigo para os seres humanos. O seu tamanho extraordinário não corresponde, portanto, a um comportamento agressivo perante as pessoas.
2. Gavial
Com um focinho extremamente comprido, até seis metros de comprimento e dezenas de dentes afiados, o gavial reúne várias características que podem fazer dele um dos animais mais assustadores à primeira vista.
A realidade é, contudo, bastante diferente. O gavial é descrito como um animal tímido, que se alimenta principalmente de peixe e que procura evitar o contacto com seres humanos. Apesar da aparência de grande predador, não tem o comportamento que muitas pessoas poderiam esperar de um réptil com estas características.
A ameaça está, aliás, no sentido contrário: são os seres humanos que representam um perigo para esta espécie.
3. Tubarão-tigre-da-areia
Os dentes afiados que sobressaem da mandíbula fazem do tubarão-tigre-da-areia um dos animais desta lista com uma aparência mais ameaçadora. O seu corpo robusto reforça ainda mais essa imagem e pode levar a pensar que se trata de uma espécie particularmente perigosa para quem entra no mar.
Apesar da aparência, é uma espécie tranquila que normalmente evita os seres humanos. O tubarão-tigre-da-areia só poderá atacar quando se sentir diretamente ameaçado.
Há ainda um dado particularmente relevante: não existe registo de nenhuma morte humana provocada por esta espécie. Assim, os dentes que lhe conferem um aspeto tão intimidante não correspondem a um comportamento naturalmente agressivo perante as pessoas.
4. Chita
A velocidade extraordinária da chita, aliada ao facto de ser um grande felino e um predador selvagem, pode fazer com que seja vista como um animal que deve ser mantido a uma distância considerável.
Embora continue a ser um predador selvagem, a chita é surpreendentemente pouco perigosa para os seres humanos. A informação apresentada destaca mesmo que não existe nenhum ataque verificado de uma chita selvagem contra uma pessoa.
A sua capacidade de caça e a enorme velocidade que consegue alcançar podem contribuir para uma imagem de animal particularmente ameaçador, mas não significam que tenha um historial conhecido de ataques a seres humanos.
5. Abutre
A cabeça sem penas, as garras e o bico curvado ajudaram a criar a má reputação dos abutres. O seu aspeto pode parecer ameaçador e pouco amigável, mas o comportamento destas aves está longe da imagem de um animal que procura atacar outros seres vivos.
Os abutres não procuram atacar animais vivos. Alimentam-se de cadáveres e desempenham uma função fundamental na natureza ao eliminar restos de animais que poderiam contribuir para a propagação de doenças.
Por outras palavras, aquilo que pode parecer assustador é, na realidade, uma importante função ecológica. Ao alimentarem-se de carcaças, os abutres ajudam a manter os ecossistemas livres de restos que poderiam representar riscos sanitários.
6. Serpente-touro
A serpente-touro possui uma estratégia de defesa particularmente eficaz para parecer muito mais perigosa do que realmente é. Quando se sente ameaçada, pode sibilizar, arquear o corpo em forma de S e fazer vibrar a cauda, adotando uma postura que facilmente pode assustar quem esteja por perto.
Este comportamento pode levar à sua confusão com uma cascavel, devido à vibração da cauda e à postura defensiva.
Apesar da aparência ameaçadora, a serpente-touro não é venenosa e, normalmente, só morde quando se sente gravemente ameaçada. O comportamento serve sobretudo para afastar potenciais ameaças, criando a impressão de que o animal é mais perigoso do que realmente é.
7. Caranguejo-gigante-japonês
As enormes patas e pinças fazem do caranguejo-gigante-japonês um animal difícil de ignorar. O efeito é ainda mais impressionante quando se sabe que pode atingir cerca de 3,8 metros de uma extremidade à outra.
Apesar das dimensões extraordinárias, o tamanho não significa que seja um animal perigoso. O caranguejo-gigante-japonês é descrito como dócil e pouco agressivo, não constituindo uma ameaça para as pessoas.
O contraste entre a sua dimensão e o seu comportamento é precisamente aquilo que torna esta espécie um dos exemplos mais claros de como a aparência pode ser enganadora no mundo animal.













