O Departamento de Defesa dos EUA decidiu retirar do seu arsenal a bomba nuclear B83-1, a arma de gravidade mais poderosa dos Estados Unidos, alegando um número crescente de limitações das suas capacidades e também um aumento dos custos de manutenção.
O Pentágono tem levado a cabo um programa de substituição de ogivas nucleares. “Embora o arsenal nuclear dos EUA permaneça seguro e eficaz, a maioria dos sistemas de dissuasão nuclear está a operar além da sua vida útil original”, apontou, em comunicado, o Departamento de Defesa.
Foi também anunciada a retirada do programa de mísseis de cruzeiro lançados no mar com armas nucleares, que foi originalmente criado para fortalecer a dissuasão de armas nucleares num conflito regional. “Chegamos à conclusão de que o SLCM-N não era mais necessário”, explicou um funcionário do Departamento de Defesa, argumentando que a postura de dissuasão dos EUA era “forte”.
Lloyd Austin, secretário de Defesa americano, explicou a retirada dos dois programas, argumentando que “o inventário de armas nucleares é significativo. Não acredito que isto envie uma mensagem a Putin. Ele entende qual é a nossa capacidade”. A capacidade nuclear vai ser um campo de batalha ao longo dos próximos anos. Mas “a Rússia não pode desafiar sistematicamente os Estados Unidos a longo prazo”, apontou, garantindo que a agressão russa atualmente representa “uma ameaça imediata e aguda aos nossos interesses e valores”.
A Administração Biden estabeleceu que Washington iria manter “um nível muito alto para o emprego nuclear. “Até a década de 2030, os Estados Unidos vão enfrentar, pela primeira vez na sua história, duas grandes potências nucleares como concorrentes estratégicos e potenciais adversários. Isso criará novas tensões na estabilidade e novos desafios para dissuasão, garantia, controle de armas e redução de riscos”, pôde ler-se no documento.













