Eleição do reitor da NOVA adiada pela segunda vez

A eleição do reitor da Universidade Nova de Lisboa (NOVA) que deveria ter acontecido hoje de manhã voltou a não se realizar “por falta de quórum no Conselho Geral”, revelou a instituição.

Executive Digest com Lusa

A eleição do reitor da Universidade Nova de Lisboa (NOVA) que deveria ter acontecido hoje de manhã voltou a não se realizar “por falta de quórum no Conselho Geral”, revelou a instituição.

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Esta é a segunda vez que o ato eleitoral não se realiza nas condições definidas pelo Tribunal, mas a Universidade afirma que garantiu “todas as diligências necessárias para o cumprimento da decisão judicial que determinou a repetição do processo”.

“A Universidade NOVA de Lisboa reafirma que atuou, em todo este processo, em estrito cumprimento da lei”, acrescenta a instituição numa nota enviada para a Lusa.

A eleição do reitor já tinha sido adiada na semana passada por falta de quórum necessário no Conselho Geral, num processo que se arrasta desde o ano passado, quando a eleição de Paulo Pereira para novo reitor foi contestada.

A instituição garante que o facto de ainda não ter sido eleito um reitor não afeta o normal funcionamento da universidade, uma vez que Paulo Pereira se mantém “em plenas funções”.

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Na corrida a estas eleições estão seis candidatos: o professor Paulo Pereira, a investigadora e ex-ministra Elvira Fortunato, o professor na NOVA SBE João Amaro de Matos, o docente da faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT) José Alferes, a professora de Física e Astronomia na The Catholic University of America Duilia de Mello e o professor Pedro Maló, que impugnou as eleições do ano passado.

A eleição realizada a 16 de setembro de 2025, que elegeu Paulo Pereira, foi impugnada por Pedro Maló depois de a sua candidatura ter sido excluída porque os regulamentos da NOVA preveem que apenas possam candidatar-se “professores catedráticos e investigadores coordenadores com experiência relevante de gestão”.

Na queixa ao tribunal, Pedro Maló, que é professor auxiliar na FCT, alegou que essa limitação viola o Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior, entendimento partilhado pelo Tribunal Administrativo, que determinou que a candidatura do docente deverá ser admitida.

Paulo Pereira, investigador coordenador na NOVA Medical School (NMS), tomou posse em outubro para um mandato de quatro anos, sucedendo a João Sàágua.

Em março deste ano, o tribunal ordenou a repetição de “todos os atos do procedimento eleitoral”, o que deveria ter acontecido em meados de abril.

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Esse ato eleitoral esteve temporariamente suspenso na sequência de uma providência cautelar apresentada por quatro professores catedráticos da NOVA School of Business and Economics (SBE): Maria Antonieta Cunha e Sá, Pedro Santa Clara Gomes, José Ferreira de Machado e António Nogueira Leite.

A contra argumentação da Universidade travou a suspensão permitindo que a eleição se realizasse, o que acabou também por não acontecer por “falta de quórum” do Conselho Geral da universidade, o órgão que elege o reitor, revelou à Lusa a instituição.

A eleição deveria ter acontecido hoje, mas mais uma vez, não se realizou.

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