EasyJet tem até hoje para informar clientes que foram alvo de ciber-ataque

“Só podíamos informar as pessoas depois da informação progredir o suficiente de modo a que pudéssemos identificar se algum indivíduo foi afetado, quem foi atacado e que informações foram roubadas”, explicou a companhia.

Sónia Bexiga

No dia em que anunciou ter sido alvo de um “ataque altamente sofisticado”, o que a levou a precisar de algum tempo para entender a dimensão do ataque e identificar quem havia sido atingido, a companhia aérea low-cost EasyJet também fez saber que todas as vítimas (cerca de 9 milhões) deste ataque informático seriam devidamente informadas até ao dia de hoje, 26 de maio.

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“Só podíamos informar as pessoas depois da informação progredir o suficiente de modo a que pudéssemos identificar se algum indivíduo foi afetado, quem foi atacado e que informações foram roubadas”, explicaram os responsáveis, à data, acrescentando que os dados roubados dos cartões de crédito incluem os três códigos de segurança digital – conhecido como número CVV – e que estão presentes na parte traseira do próprio cartão.

Entretanto, alguns especialistas pronunciaram-se sobre a gravidade desta situação, receando uma grande ‘onda’ de ‘phishing’, com a informação roubada a ser vendida pelos hackers e usada como engodo para ataques contra estes clientes, especialmente com e-mails a fazer-se passar pela EasyJet ou de uma empresa afiliada.

Este é o alerta lançado pelo country manager da Check Point em Portugal, Rui Duro, que ressalva ainda que “há informação pessoal suficiente nos registos roubados para tornar essas pessoas alvos de roubo de identidade e fraude. Os hackers provavelmente irão comercializar os dados roubados bem como tentar enganar os clientes para revelarem mais dados pessoais através de emails de phishing”.

Na leitura deste especialista, “isto é um simples jogo de números para os hackers, pois podem enviar dezenas de milhar de emails na esperança de enganar uma mão cheia de clientes”.

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“Vimos um aumento considerável de tentativas de phishing e ciberataques nas últimas semanas, muitos deles relacionados com a pandemia Covid-19. Não ficaria nada surpreendido de ver ataques futuros lançados com os dados agora roubados”, reforçou ainda.

Quanto às possíveis vítimas destes esquemas maliciosos, sugere que os clientes afetados suspeitem de qualquer e-mail ou mesmo chamadas telefónicas que possam estar relacionadas com esta quebra de segurança.

Para a Kaspersky, e corroborando a já referida necessidade de estar em alerta máximo, recomenda também que todas as vítimas protejam os seus dispositivos com soluções de segurança robustas e que executem as atualizações disponíveis nos respetivos sistemas operativos e nas aplicações instaladas.

“Além disso, aconselhamos os utilizadores a usarem palavras-passe únicas e complexas em todas as suas contas online e a tirarem partido da autenticação de dois fatores, sempre que for possível, nos diferentes fornecedores online”, detalhou David Emm, Principal Investigador de Segurança da Kaspersky.

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