Disney prepara-se para despedir 32 mil funcionários no primeiro semestre de 2021

As demissões vão afetar principalmente os seus parques temáticos, devido às dificuldades causadas pela quebra substancial no número de clientes devido à pandemia do coronavírus.

Simone Silva

A Walt Disney vai despedir 32 mil funcionários, um aumento face aos 28 mil anunciados em setembro, avança o ‘La Vanguardia’. As demissões vão ocorrer no primeiro semestre de 2021, de acordo com um relatório do grupo, elaborado para o órgão regulador de valores mobiliários dos Estados Unidos.

Segundo a mesma publicação, conforme revelado pela empresa, as demissões vão afetar principalmente os seus parques temáticos, devido às dificuldades causadas pela quebra substancial no número de clientes devido à pandemia do coronavírus.

No início deste mês, a Disney adiantou que iria demitir mais funcionários no seu parque temático do sul da Califórnia devido à incerteza sobre quando a empresa poderia voltar a abrir em segurança, depois da crise de saúde pública.

No final do ano fiscal, a gigante americana de lazer e entretenimento, The Walt Disney Company, registou perdas líquidas atribuíveis de 2.424 milhões de euros, em consequência do impacto da pandemia na sua atividade.

Os «números vermelhos» da multinacional refletem o impacto adverso substancial da Covid-19 nos negócios da empresa mais expostos a restrições, nomeadamente parques de diversões e navios de cruzeiro, bem como estreias de filmes. Desta forma, os proveitos da Disney no conjunto do ano registaram um decréscimo de 6% face ao ano anterior, para 55.347 milhões de euros.

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A faturação do negócio de parques da Disney caiu 37% este ano, para 13.967 milhões de euros, enquanto que a faturação do negócio de estúdios cinematográficos caiu 13%, para 8.156 milhões de euros, segundo o jornal espanhol.

Por outro lado, a divisão de canais de televisão registou um aumento de 14% nas receitas, para 24.036 milhões de euros, enquanto que as operações internacionais e o negócio de serviços de subscrição ascenderam a 14.361 milhões de euros, uma subida de 81%.

Nesse sentido, a multinacional destacou que até ao primeiro ano da sua entrada em serviço, a plataforma Disney + atingiu os 73,7 milhões de assinantes, aos quais agregou outros 10,3 milhões de utilizadores pagos da ESPN + e 36, 6 milhões de assinantes do Hulu.

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Entre julho e setembro, a Disney registou perdas de 601 milhões de euros, face ao lucro líquido atribuído de 892 milhões de euros, enquanto que o volume de negócios diminuiu 23%, para 12.448 milhões de euros.

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