Director geral da OMS assume que gostava que a parceria com os EUA continuasse

O director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse esta segunda-feira, na habitual conferência de imprensa diária que querem «que os eventos desportivos recomecem, mas também queremos garantir que isso é feito da forma mais segura possível».

Simone Silva

O director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, admitiu esta segunda-feira, na habitual conferência de imprensa diária, que gostava que a parceria da organização com os Estados Unidos continuasse, numa altura em que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a saída do país da OMS.

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«Há mundo que o mundo beneficia de um compromisso forte e colaborativo com o governo e os cidadãos dos Estados Unidos. O contributo e a generosidade do governo e dos cidadãos norte-americanos em relação à saúde global têm sido imensos durante muitas décadas, e isso fez uma grande diferente para a saúde pública no mundo inteiro», disse.

Tedros falou também no eventual regresso dos eventos públicos, dizendo que quer «que os eventos desportivos recomecem, mas também queremos garantir que isso é feito da forma mais segura possível».

O responsável voltou a actualizar as normas para que as organizações possam «determinar como e quando os ajuntamentos podem ser retomados» durante a fase de desconfinamento e alívio de restrições, ainda que reconheça que só as próprias entidades podem decidir quando e como retomam os eventos públicos, tais como os eventos desportivos.

Quando questionado sobre um possível regresso dos eventos de desporto, Tedros revelou que a OMS tem trabalhado em constante articulação com as principais entidades do sector, nomeadamente a Federação Internacional do Futebol (FIFA) e a Fórmula 1, de forma a «avaliar os riscos» que a retoma das actividades representa, sobretudo no que diz respeito aos «ajuntamentos em espaços públicos».

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O responsável da OMS revelou ainda esta segunda-feira que foi realizado um inquérito em cerca de 155 países, que mostrou que metade dos inquiridos viu os seus serviços de apoio a doenças crónicas interrompidos.

A sondagem mostra que os serviços de apoio a hipertensos foram interrompidos em mais de metade dos países envolvidos; cerca de metade deles reconheceu que os tratamentos da diabetes foram suspensos, 24% admitiu estar na mesma situação em doenças oncológicas e 31% em problemas cardiovasculares.

Tedros referiu também que esta foi uma das áreas mais afectadas pela epidemia do novo coronavírus, com muitos dos pacientes sem acesso à medicação necessária, o que os torna ainda mais sensíveis à doença infecciosa viral.

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