No âmbito do Dia da Mulher, a Pordata divulgou uma série de indicadores que mostram que as desigualdades entre homens e mulheres são persistentes no mercado de trabalho.
Durante o período de pandemia, a diferença salarial entre homens e mulheres aumentou em Portugal. Esta diferença entre os ganhos médios horários dos trabalhadores do sexo feminino e do sexo masculino foi de 11,4% em 2020 face a 10,9% em 2019.
Ao lado de Portugal, os únicos países que também registaram um aumento da disparidade salarial foram a Letónia e a Finlândia.
Em 2019, a disparidade salarial em Portugal correspondeu a uma perda de 51 dias de trabalho remunerado para a mulher, segundo dados da empresa de estatística.
No entanto, em termos gerais, a presença das mulheres no mercado de trabalho tem vindo a crescer. Em 1993, apenas 59% das cidadãs portuguesas estava no mercado de trabalho. Em 2020, esse valor estava nos 72%.
Em comparação com a média europeia, os 72% de Portugal ficam acima dos 66,8% dos 27 Estados-membros da EU.
Em contrapartida, a taxa de desemprego dos homens desceu de 81,2% em 1993 para 77,8% em 2020.
Em termos de profissões, há muitas maioritariamente compostas por mulheres que anteriormente eram dominadas por homens, como é o caso da medicina e da advocacia. Hoje em dia, na profissão de médico 56,3% são mulheres e na profissão de advogada 55% são mulheres. O número de mulheres no setor da investigação também está a aumentar, com um total de 42%.
No setor da educação continuam a dominar, sendo que a percentagem de docentes mulheres no ensino superior em 2020 era de 78%. O número de polícias mulheres quase duplicou. Em 2008, 5,8% dos profissionais do setor eram mulheres e em 2019 o número aumentou para 8,4%.














