Dieta 5:2 ou jejum intermitente. O que é, como funciona e quais são os prós e os contras deste modo de vida

De grande adesão em todo o mundo, o método tem grande popularidade porque permite “comer o que se quiser”

Teresa Campos

É uma escolha popular há quase uma década e resiste às modas porque fez uma alteração radical às propostas de restrição calórica. A dieta 5:2, como é conhecida, parece ser mesmo a forma perfeita de viver. Isto porque traz consigo a promessa há muito desejada: comer o que quiser durante a grande maioria do tempo, mas continuar a perder peso.

Tornada mundialmente conhecida pelo britânico Michael Mosley, a versão original consistia em comer tudo o que se quisesse durante cinco dias e nos outros dois não ingerir nada. Revista e alterada por Mosley, a dieta tornou-se bem mais fácil de ser seguida: prevê que se mantenha uma alimentação regular durante cinco dias da semana e apenas 500 a 600 calorias nos outros dois. Para nos facilitar, esses dois dias de maior restrição não podem ser consecutivos, implicando que sejam intercalados por pelo menos 24 horas de diferença. Embora não seja adequado para todos – há relatos de baixa energia, fracos níveis de concentração e vertigens – para muitos tornou-se mesmo um modo de vida.

Como princípio geral, o jejum funciona porque reduz a quantidade de calorias consumidas – um estudo de 2014 garante mesmo que quem segue este tipo de dieta consegue mesmo reduzir o peso entre 3% a 8%, ao longo de um período de três a 24 semanas.

Além disso, sites médicos reconhecidos, como o Healthline, asseguram que não se verifica qualquer diferença ao comparar esta forma de perder peso com a tradicional restrição calórica diária. Isto independentemente da forma como se segue este jejum: por exemplo, o padrão pode também ser 16:8, ou jejuar durante 16 horas seguidas e concentrar as refeições do dia em apenas oito horas.

A prática foi igualmente validada por uma análise de vários estudos publicada pela Annual Review of Nutrition, em 2017. Em 11 dos 16 casos analisados, houve efetivamente perda de peso.
“A razão para tal é simplesmente matemática”, justifica Linia Patel, especialista em dietas e porta-voz da Associação Dietética Britânica, em declarações à BBC. “Seja qual for a modalidade, são sempre ingeridas menos calorias”, rematando ainda que estas práticas resultam porque “as pessoas adoram regras”. Já simplesmente “apregoar que se deve comer de forma saudável não funciona”.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.