Desde janeiro morreram 7 oligarcas: Estará Putin a castigar os “dissidentes”?

As notícias de oligarcas que morreram desde o início do ano têm vindo a aumentar e a maior parte destas mortes foram consideradas suicídio.

Mariana da Silva Godinho

As notícias de oligarcas que morreram desde o início do ano têm vindo a aumentar e a maior parte destas mortes foram consideradas suicídio.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Sergei Protosenya, ex-vice-presidente da empresa de gás natural Novatek, foi encontrado enforcado no jardim de sua casa, com um machado com sangue e uma faca ao seu lado a 19 de abril, sem nenhum bilhete de suicídio e sem qualquer vestígio de sangue no corpo.

Segundo o site ‘El Punta Vui’, a esposa e a filha do multimilionário russo também foram encontradas mortas.

Em Moscovo, perto da mesma altura, Vladislav Avayev, ex-funcionário do Kremlin e ex-vice-presidente do Gazprombank, foi encontrado também morto em casa, mas com ferimentos de bala.

A notícia foi avançada pela agência russa ‘Tass’ que informou ainda que o oligarca russo tinha a pistola na sua mão e que a mulher e a filha também foram encontradas mortas.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Um dia depois do início da guerra, Alexander Tyulyakov, ex-executivo da Gazprom, foi encontrado também enforcado em casa, mas desta vez, segundo a polícia que foi ao local, tinha uma nota de suicídio ao seu lado.

No caso de Leonid Shulman, chefe do departamento de transportes da Gazprom Invest, a morte aconteceu antes da Rússia invadir a Ucrânia, a 30 de janeiro, e a agência ‘RIA’ noticiou que havia no local uma nota de suicídio.

Já Mikhail Watford, que é um magnata do gás e petróleo ucraniano, foi encontrado enforcado na garagem da sua casa em Inglaterra. As autoridades que estiveram no local falaram numa morte “inexplicável”, mas mesmo assim disseram que não parecia suspeita.

A sexta morte do mesmo género desde o início da guerra foi a de Vasily Melnikov, da MedStom, e da sua família, esfaqueados até à morte em casa, segundo a ‘Newsweek’. Segundo as autoridades, o multimilionário matou a família antes de se suicidar.

Por fim, o Diretor-Geral do resort Krasnaya Polyana, propriedade da Gazprom, Andrei Krukovsky morreu em consequência de uma queda de um penhasco em Sochi. No entanto, as circunstâncias do acidente ainda estão por apurar.

Continue a ler após a publicidade

A notícia foi avançada pela agência de notícias russa ‘Tass’ que obteve a informação diretamente da empresa da qual era Diretor-Geral.

Apesar de a maioria ter sido considerado suicídio, há quem acredite que se trata de um esquema elaborado pelo regime de Vladimir Putin para castigar os dissidentes.

Em declarações ao ‘New York Post’, John Hardie, analista de pesquisa da Rússia na Fundação para a Defesa das Democracias, explicou que as vítimas “não são dissidentes”, mas que “podem estar a ser atingidos por assassinos contratados ou também pode ser algum tipo de clãs de negócios em guerra.”

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.