Covid-19: Quarentena passa de 14 para sete dias na Madeira

A quarentena para conter o surto de covid-19 passará de 14 para sete dias na Madeira devido à evolução da curva epidemiológica da doença no arquipélago, anunciou hoje o secretário regional da Saúde e da Proteção Civil, Pedro Ramos.

“Vamos reduzir a necessidade de estadia em unidade hoteleira de todos os passageiros que não tragam testes e que cheguem à Madeira”, disse Pedro Ramos, indicado que novos estudos científicos apontam que os sintomas da doença poderão manifestar-se entre o quinto e o sétimo dia e, no caso disso acontecer, então serão encaminhados para confinamento.

“Vamos testar mais cedo para libertar mais cedo”, explicou.

A Madeira apresenta 90 casos positivos, dos quais 83 já estão recuperados e apenas estão notificados sete casos ativos, sem necessidades de cuidados hospitalares.

O passageiro que viaja sem o teste das 72 horas antes da viagem, é testado à chegada aos aeroportos da Madeira – do Funchal ou do Porto Santo – e depois segue para o hotel onde escolheu hospedar-se e lá aguardará pelo resultado do teste.

“Toda a estratégia está a ser montada nos aeroportos da Madeira e do Porto Santo [com a instalação de infraestruturas próprias], de modo a permitir que se comece a experimentar já na última quinzena de junho para avaliar a capacidade daquela que será a nova realidade a partir de 01 de julho com a chegada de passageiros de vários voos nacionais e internacionais”, disse.

Na videoconferência semanal sobre a situação da pandemia da covid-19 na região, Pedro Ramos anunciou também a reabertura, a partir de segunda-feira, das urgências dos centros de saúde do norte da ilha – São Vicente, Santana e Porto Moniz.

“A 08 de julho retomaremos a totalidade do Serviço Regional de Saúde com todos os horários que existiam antes da covid-19”, acrescentou.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou perto de 391 mil mortos e infetou mais de 6,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.465 pessoas das 33.969 confirmadas como infetadas, e há 20.526 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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