A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suspender pela segunda vez os ensaios clínicos da hidroxicloroquina no tratamento contra o novo coronavírus, de acordo com o avançado esta quarta-feira pela imprensa internacional.
A OMS considera que o fármaco em questão não reduz a mortalidade em pacientes infectados com a Covid-19, segundo mostram os últimos testes realizados.
«Há cinco minutos, terminámos uma chamada com todos os investigadores envolvidos no ensaio. Com base nas evidências disponíveis, a decisão tomada foi de parar com os ensaios da hidroxicloroquina», explicou a médica Ana Maria Henao Restrepo, membro do programa de emergências em saúde da OMS.
A responsável esclareceu que a OMS decidiu suspender os ensaios da hidroxicloroquina, tendo por base os resultados do ensaio ‘Recovery’, realizado no Reino Unido, que não mostraram quaisquer benefícios do uso do fármaco contra a doença viral.
Recorde-se que esta não é a primeira vez que o organismo mundial suspende os ensaios do medicamento. A 25 de Maio a OMS anunciou a suspensão, «por motivos de segurança».
«O grupo executivo implementou uma pausa temporária no ensaio clínico da hidroxicloroquina, para que seja realizada uma revisão dos dados de segurança, por parte do conselho de controlo e monitorização», disse o director geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na altura.
Esta primeira decisão foi tomada depois de um estudo, publicado na revista médica ‘The Lancet’, ter sugerido que o uso da hidroxicloroquina aumenta o risco de morte em cerca de 34% e de arritmias cardíacas graves em cerca de 137%. Se a essa componente juntarmos um antibiótico, o risco de morte sobe para 45% e de arritmias graves para 411%, segundo o mesmo estudo.














