A Coreia do Norte confirmou esta sexta-feira que testou o seu maior míssil balístico intercontinental (ICBM) sob as ordens do líder Kim Jong Un, para aumentar as suas defesas e preparar-se para um “longo confronto” com os Estados Unidos.
Segundo a imprensa estatal, Kim, vestido com um casaco de cabedal preto e óculos de sol, supervisionou o lançamento na quinta-feira do que foi descrito como um “novo tipo” de ICBM, o Hwasong-17.
A arma, lançada do Aeroporto Internacional de Pyongyang, viajou até uma altitude máxima de 6.248 quilómetros e percorreu uma distância de 1.090 quilómetros, durante um voo de 67 minutos antes de cair no Mar de Japão.
Kim ordenou o teste por causa da “tensão militar diária crescente dentro e ao redor da península coreana” e da “inevitabilidade do confronto de longa data com os imperialistas dos EUA, acompanhado pelo perigo de uma guerra nuclear”, referiu a imprensa.
“O surgimento da nova arma estratégica da RPDC tornaria o mundo inteiro claramente ciente do poder das nossas forças armadas estratégicas mais uma vez”, sublinhou o líder da Coreia do Norte.
O responsável deixou ainda um ultimato: “Todas as forças devem estar cientes do facto de que terão que pagar um preço muito caro antes de ousar tentar infringir a segurança do nosso país”.
A Coreia do Norte realizou quase uma dúzia de testes de mísseis desde o início do ano que, segundo analistas, visam obrigar os EUA a aceitar a Coreia do Norte como uma potência nuclear.
A par disso, o objetivo passa também por eliminar as sanções internacionais que paralisaram a economia, ainda antes de Pyongyang fechar as suas fronteiras, devido à pandemia de coronavírus.














