Em comunicado, a instituição que junta os Estados-membros indica que “adotou hoje [esta terça-feira] um regulamento e uma diretiva que estabelecem regras comuns para o mercado interno dos gases renováveis e naturais e do hidrogénio e que reformam a atual legislação da UE em matéria de gás”.

“As novas regras ajudarão a fazer a transição para gases renováveis e com baixo teor de carbono, em especial o hidrogénio, no sistema energético, com vista a alcançar os objetivos de descarbonização da UE”.

O pacote em causa contém regras específicas para transporte, fornecimento e armazenamento de gás natural e hidrogénio, num planeamento da rede baseado em eficiência energética em primeiro lugar.

Após a adoção desta terça-feira, o regulamento e a diretiva serão agora assinados e publicados no Jornal Oficial da União Europeia, sendo que o primeiro passa a ser diretamente aplicável seis meses após a publicação e a segunda prevê um período de adaptação de dois anos.

Também esta terça-feira, o Conselho da UE adotou a reforma do mercado da eletricidade, que prevê a criação de um sistema energético baseado em energias renováveis, com maior incorporação de fontes alternativas face ao gás para menos volatilidade dos preços nas faturas da luz.

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“Os consumidores de toda a UE poderão agora beneficiar de preços da energia mais estáveis, de uma menor dependência do preço dos combustíveis fósseis e de uma melhor proteção contra crises futuras, na via para uma União Europeia sem emissões de carbono”, indica a instituição.

O regulamento relativo ao mercado da eletricidade formalmente adotado esta terça-feira altera o atual regulamento relativo à eletricidade, devendo agora ser assinado e publicado no Jornal Oficial da UE para, 20 dias depois, ser diretamente aplicável em todos os Estados-membros.

Estas novas leis comunitárias surgiram depois de, num contexto de crise energética e de tensões geopolíticas devido à guerra na Ucrânia causada pela invasão russa, os preços da energia terem subido acentuadamente na UE, o que levou a União a apostar mais em fontes energéticas mais “verdes” e em fornecedores alternativos mais fiáveis.

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