Condutores com deficiência auditiva são mais cautelosos

Um estudo realizado na Suécia diz que que os condutores com deficiência auditiva podem ser mais cautelosos do que aqueles que não sofrem de qualquer problema. Para alcançar estes resultados, os investigadores utilizaram um questionário, um simulador de condução e um estudo observacional de tráfego real e concluíram que os condutores com perda auditiva são mais atentos e praticam uma condução mais segura: os condutores com perda auditiva olham, com mais frequência, para os espelhos frontal e lateral do que os condutores com audição saudável e, em dias de trânsito ou quando as condições são mais adversas (com chuva por exemplo), reduzem mais a velocidade de condução. “Este maior cuidado na condução pode estar relacionada com a necessidade natural que as pessoas com perda auditiva têm, de prestar mais atenção a pistas visuais. Este é um fenómeno conhecido como plasticidade neural, no qual as partes do cérebro dedicadas à audição tentam integrar outros sentidos que lhes permitam colmatar esta falha. Por exemplo, já foi provado que as pessoas que nasceram surdas têm uma melhor visão periférica e capacidade de processar movimento, características que são muito importantes na condução”, explica Pedro Paiva, audiologista. Outros estudos têm mostrado que os idosos com…

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Um estudo realizado na Suécia diz que que os condutores com deficiência auditiva podem ser mais cautelosos do que aqueles que não sofrem de qualquer problema.

Para alcançar estes resultados, os investigadores utilizaram um questionário, um simulador de condução e um estudo observacional de tráfego real e concluíram que os condutores com perda auditiva são mais atentos e praticam uma condução mais segura: os condutores com perda auditiva olham, com mais frequência, para os espelhos frontal e lateral do que os condutores com audição saudável e, em dias de trânsito ou quando as condições são mais adversas (com chuva por exemplo), reduzem mais a velocidade de condução.

“Este maior cuidado na condução pode estar relacionada com a necessidade natural que as pessoas com perda auditiva têm, de prestar mais atenção a pistas visuais. Este é um fenómeno conhecido como plasticidade neural, no qual as partes do cérebro dedicadas à audição tentam integrar outros sentidos que lhes permitam colmatar esta falha. Por exemplo, já foi provado que as pessoas que nasceram surdas têm uma melhor visão periférica e capacidade de processar movimento, características que são muito importantes na condução”, explica Pedro Paiva, audiologista.

Outros estudos têm mostrado que os idosos com perda auditiva têm mais dificuldade de conduzir quando algo os distrai, criando mais riscos. “Conversa com o ‘pendura’, música demasiado alta ou utilização de telemóveis fazem parte do quotidiano da grande maioria dos condutores. No caso dos condutores com perda auditiva, estas distracções devem ser minimizadas, de forma a garantir a segurança de todos na estrada. E a utilização de aparelhos auditivos, é altamente recomendada. Há aparelhos modernos e invisíveis que permitem a conexão por telemóvel e Bluetooth. Com as devidas precauções, não há razão para a pessoa com perda auditiva temer a condução”, conclui aquele especialista.

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