Clima e Sentimento Económico melhora e atinge máximo pós-crise

De acordo com o ISEG, os indicadores de Clima e Sentimento Económico registaram subidas relevantes e atingiram valores positivos e máximos pós-crise, superiores, em alguns casos, aos registados no período imediatamente anterior à pandemia.

Ana Sofia Ribeiro

Os indicadores de Clima e Sentimento Económico registaram subidas relevantes e atingiram valores positivos e máximos pós-crise, superiores, em alguns casos, aos registados no período imediatamente anterior à pandemia.

A conclusão é do ISEG, que fez uma análise económica ao mês de junho e identificou “alguma desaceleração, apesar de uma melhoria mais significativa da confiança no setor dos serviços nesse mês”, devido ao desconfinamento e ao avançar do processo de vacinação.



De acordo com o instituto de ensino superior, os dados dos indicadores quantitativos disponíveis para o 2.º trimestre “mostram melhorias substanciais face ao trimestre anterior e variações positivas muito pronunciadas em termos homólogos decorrentes da forte queda da atividade durante o primeiro confinamento”.

Por setores de atividade, e recorrendo a dados do INE, o ISEG identifica que se registou uma subida ligeira do indicador de confiança na indústria, uma subida significativa da confiança no comércio a retalho e uma subida muito pronunciada do indicador de confiança dos serviços. “Inversamente, o indicador de confiança na construção (INE) teve uma queda significativa, mas não é de excluir alguma volatilidade”, pode ler-se no documento. Em geral, os últimos níveis de confiança setoriais já registam uma comparação relevante com os níveis pré-crise.

Mais pessimistas continuam os consumidores, que “mesmo depois das melhorias dos meses anteriores e de o indicador de confiança dos consumidores não ter decrescido em junho, com o nível atual deste indicador ainda a permanecer algo abaixo dos níveis pré-crise, sinalizando alguma desconfiança”.

No conjunto da Área Euro (AE19), o indicador de Sentimento Económico, depois de subidas pronunciadas nos meses anteriores, voltou a subir razoavelmente em junho. Entre os países com maior peso económico, a Alemanha registou a maior subida, França e Itália subidas moderadas e a Espanha uma ligeira descida. Tal como no caso português, o setor económico com maior subida da confiança em junho foi o dos serviços.

O ISEG estima ainda que, apesar de os dados quantitativos disponíveis para o 2.º trimestre de 2021 estarem incompleto, o PIB trimestral tenha crescido entre 15% e 16% em relação ao trimestre homólogo de 2020, o que corresponde a 4,6% a 5,5% em relação ao 1º trimestre de 2021. Mantém-se a previsão para o crescimento anual no intervalo 3,5% a 4,5%.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.