Quando o assunto é mobilidade, existem dois tipos de cidades, as “cebola” e as “cacho de uva”. Estas designações têm uma relação directa com a representação de cada uma delas, o que significa que as cidades “cebola” são mais concentradas e as “cacho de uvas” mais dispersas.
Segundo um estudo do Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), reportado pelo El País, a maioria das cidades europeias corresponde a “cebolas”: têm centros concentrados de onde os residentes e turistas entram e saem muito, rodeados por várias camadas com cada vez menos movimento e densidade. Os Estados Unidos da América, por outro lado, é forte em cidades “cacho de uva”: Los Angeles, por exemplo, apresenta vários centros nevrálgicos.
O estudo, que tem por base as 174 cidades mais povoadas do mundo, conclui que as cidades “cebola” – as mais concentradas – são as mais sustentáveis e as que apresentam melhores níveis de qualidade de vida. Os transportes públicos são mais utilizados e há mais pessoas a andar a pé, o que resulta em menos carros e poluição. Por seu turno, as cidades “cacho de uva” – mais dispersas – apresentam indicadores contrários.




