A União Europeia está a planear que sanções implementar à Rússia no sexto pacote que vai apresentar, incluindo mais restrições à energia russa, mas o CEO da Shell, Ben van Beurden, explicou que não há sistemas que detetem petróleo russo refinado no exterior.
Na conferência de imprensa após a divulgação dos resultados trimestrais, o executivo falou nos processos de refinação e no facto de não ser possível identificar a origem do petróleo bruto, incluindo o petróleo russo, se tiver sido refinado noutro país e revendido.
O CEO explica que, depois do processo de refinação que não seja no país de origem, “não temos sistemas no mundo para rastrear se essa molécula em particular teve origem numa formação geológica na Rússia”.
“Portanto, o diesel que sai de uma refinaria indiana alimentada com petróleo russo é considerado diesel indiano”, acrescentou van Beurden. “É muito difícil rastrear o que exatamente é ou não de origem russa”, disse ele.
A empresa divulgou na quinta-feira os resultados referentes ao primeiro trimestre de 2022, onde reporta um lucro recorde de 8,6 mil milhões de euros (9,1 mil milhões de dólares), impulsionado pelos preços mais altos de petróleo e gás, pelo aumento dos custos de refinação e pelo forte desempenho da sua divisão comercial.
Mesmo depois de reduzir 3,7 milhões após impostos como resultado da sua decisão de abandonar o mercado russo, a petrolífera confirmou que pretende, até ao final do ano, interromper todas as suas compras de petróleo bruto a longo prazo nesse mercado, exceto dois contratos com um “pequeno produtor russo independente” que não referiu o nome. Paralelamente também irão deixar de importar produtos petrolíferos refinados da Rússia.














