Celfocus aposta em estratégia AI First e forma cerca de 500 colaboradores em Inteligência Artificial

A Celfocus lançou um programa interno de formação em Inteligência Artificial (IA) que vai abranger cerca de 500 colaboradores, num total de 2.880 horas de formação. A iniciativa reforça a estratégia AI First da empresa e a transição para um modelo centrado em Next-Gen Intelligence.

André Manuel Mendes

A Celfocus lançou um programa interno de formação em Inteligência Artificial (IA) que vai abranger cerca de 500 colaboradores, num total de 2.880 horas de formação. A iniciativa reforça a estratégia AI First da empresa e a transição para um modelo centrado em Next-Gen Intelligence.

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O programa insere-se numa transformação mais ampla em curso na tecnológica, que pretende integrar a IA de forma estruturada em todo o ciclo de vida de desenvolvimento de soluções — desde a identificação de necessidades e análise de requisitos até ao desenho, desenvolvimento, testes, validação, operação e melhoria contínua.

Mais do que acelerar processos ou automatizar tarefas, a Celfocus sublinha que o objetivo passa por melhorar a capacidade de compreender contextos complexos, apoiar a tomada de decisão e transformar dados em conhecimento acionável.

A iniciativa inclui mais de 60 sessões práticas e envolve profissionais de várias áreas, incluindo gestão de projeto, engenharia, cloud, dados, qualidade e delivery. O foco passa por capacitar as equipas para utilizarem ferramentas de IA em cenários reais e evoluírem para modelos de entrega mais inteligentes, colaborativos e orientados por dados.

No âmbito do modelo AI First, os profissionais assumem um papel central na orquestração de sistemas inteligentes, com responsabilidades críticas ao nível da arquitetura, desenho de soluções, governação, segurança, qualidade e validação. A IA funciona como um “amplificador” destas decisões, apoiando a execução com base em contexto e conhecimento especializado.

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Neste contexto, competências como pensamento crítico, conhecimento sectorial e capacidade de decisão ganham ainda maior relevância, sobretudo na interpretação de resultados, validação de outputs e orientação de soluções com impacto.

“A inteligência artificial não redefine o valor apenas pelo que automatiza, mas pela capacidade que nos dá de compreender melhor, decidir com mais confiança e entregar com maior impacto. O verdadeiro salto acontece quando conseguimos ligar dados, contexto, conhecimento de domínio e engenharia numa nova forma de trabalhar”, afirma Nuno Justino Santos, AI Enablement Executive da Celfocus.

O responsável acrescenta ainda que preparar equipas para este novo paradigma implica “mais do que ensinar ferramentas”, destacando a importância de desenvolver competências para gerir equipas híbridas, garantir compliance, proteger a qualidade e tomar decisões críticas em ambientes onde humanos e sistemas inteligentes colaboram de forma integrada.

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