Bolsas europeias em baixa pendentes da subida do preço do petróleo

As principais bolsas europeias estavam hoje hesitantes, mas atentas aos desenvolvimentos da guerra no Irão e, portanto, ao preço do petróleo, numa semana em que vários bancos centrais decidirão a sua próxima política monetária.

Executive Digest com Lusa

As principais bolsas europeias estavam hoje hesitantes, mas atentas aos desenvolvimentos da guerra no Irão e, portanto, ao preço do petróleo, numa semana em que vários bancos centrais decidirão a sua próxima política monetária.

Cerca das 08:45 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,2% para 595,73 pontos.

Depois de terem aberto em alta ligeira, a as bolsas de Paris e Frankfurt recuavam 0,23% e 0,09%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 0,13% e 0,41%.

Londres mantinha-se em alta, a subir 0,32%.

A bolsa de Lisboa invertia a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a avançar 0,02% para 9.145,71 pontos.

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A esta hora, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 2,8% para 106,11 dólares, depois do ataque durante o fim de semana dos EUA à ilha de Karg, ameaçando afetar futuramente a infraestrutura petrolífera chave, já que a partir da mesma é exportado 90% do petróleo iraniano.

O West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, para entrega em abril, avançava para 100,77 dólares o barril.

O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, valorizava-se 4,1% para 52,16 euros por megawatt-hora (MWh), contra 50,17 euros na sexta-feira.

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O euro avançava para 1,1443 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1417 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.

Wall Street fechou em baixa na sexta-feira, com o Dow Jones a cair 0,26% e o Nasdaq a descer 0,93%, mas os futuros para estes indicadores a esta hora apontam para subidas hoje de 0,21% e de 0,45%, respetivamente.

As subidas dos preços do petróleo continuam a determinar o rumo dos mercados, apesar da maior libertação de reservas estratégicas da história realizada na semana passada pela Agência Internacional de Energia (AIE), de 400 milhões de barris.

O encerramento do estratégico estreito de Ormuz devido à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão está a provocar interrupções de fornecimento e um aumento de preços em múltiplos mercados globais, não apenas do petróleo e do gás natural, mas também de matérias-primas como fertilizantes, enxofre, hélio, alumínio e outros fatores de produção para a indústria, segundo analistas e meios especializados citados pela Efe.

Quanto aos metais preciosos, registam quedas, no caso do ouro, de 1,17% e a prata cede 2,58%.

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O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a cair, com a onça a ser negociada a 4.997,38 dólares, depois de ter terminado em 16 sessões acima de 5.000 dólares e num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.

A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 79,45 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.

No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha baixavam para 2,964%, contra 2,980% na sexta-feira, um máximo desde outubro de 2023.

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