Adiada assinatura do contrato-programa para arranque do curso de Medicina na UTAD

A assinatura do contrato-programa que formaliza o arranque do Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi hoje adiada, estando prevista para breve, adiantou o reitor da instituição, João Barroso.

Executive Digest com Lusa

A assinatura do contrato-programa que formaliza o arranque do Mestrado Integrado em Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) foi hoje adiada, estando prevista para breve, adiantou o reitor da instituição, João Barroso.


A assinatura do contrato-programa pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, e a UTAD estava prevista para hoje, após a cerimónia de investidura do novo reitor da instituição, João Barroso.


Em declarações aos jornalistas, o responsável referiu que este é um dos assuntos urgentes a tratar, adiantando que o contrato-programa será assinado “brevemente”.


“Temos um novo ciclo que começa hoje, temos uma série de assuntos urgentes que têm de ser tratados pela universidade, nomeadamente a questão do Mestrado Integrado em Medicina, que brevemente assinaremos o contrato-programa com o senhor ministro, que virá à UTAD realizar a assinatura pública. A partir daí, teremos um novo ciclo de estudos na universidade, um ciclo que terá impacto, obviamente, em toda a universidade e nos entornos”, frisou João Barroso.


De acordo com o também docente da Escola de Ciências e Tecnologia da UTAD, o documento ainda não está finalizado devido a questões que, na sua ótica, não devem ser incluídas no contrato-programa herdado da reitoria cessante.

Continue a ler após a publicidade

“Quando o senhor ministro me contactou e referiu que seria importante assinarmos o contrato-programa, e é importante [ser assinado], tive de trabalhar no sentido de ver o que estava neste [documento]. (…) O contrato-programa é de quatro anos, o curso é de seis, portanto, teremos um segundo contrato-programa. Há aspetos que eu inicialmente considerei que poderiam ser incluídos neste contrato-programa, mas que não fazem sentido, portanto, serão num segundo”, esclareceu.


João Barroso reiterou que este conjunto de questões não é estrutural e resulta “de uma interpretação mais próxima” do documento, garantindo que não vão “bloquear” a assinatura do contrato-programa.


“É só uma questão de reunir-nos, que é o que iríamos fazer hoje, se o ministro pudesse ter vindo hoje à UTAD, todos sabemos porque é que não veio, mas virá brevemente. Vamos marcar um dia e resolveremos esses aspetos”, assegurou o novo reitor.

Continue a ler após a publicidade

O curso de Medicina arranca em setembro com 40 vagas e numa parceria com a Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD).


O plano de estudos assenta o ensino em pequenos grupos, em casos clínicos e também na simulação, para o que será criado um centro de simulação na ULSTMAD, que agrega os hospitais de Vila Real, Chaves e Lamego e unidades de saúde de 21 concelhos.


O novo curso centra ainda atenções na humanização e na proximidade com o paciente, bem como nos cuidados de saúde primários e nos cuidados preventivos.


Este curso de medicina foi acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), por um período condicional de dois anos.


De olhos postos no futuro, João Barroso apontou ainda o seu foco às obras em curso nas residências de estudantes, ao relatório para a avaliação da academia, a uma reorganização interna e a uma revisão dos estatutos da instituição, estando prevista a criação de uma nova estrutura organizacional, assente num “modelo de faculdades”.

Continue a ler após a publicidade

Relativamente ao impacto do processo de digitalização das provas nacionais, o novo reitor disse ter esperança que o impacto não seja “muito significativo” na colocação de estudantes no Ensino Superior, acreditando que “a segunda fase será mais concorrida”.


O responsável descartou, por agora, a necessidade de um ajuste ao calendário escolar.


O reitor da UTAD, João Barroso, toma hoje posse depois de um impasse na constituição do Conselho Geral que durou mais de um ano.


João Barroso, 62 anos e professor catedrático, foi eleito a 29 de junho com 14 votos a favor e oito em branco, numa reunião do Conselho Geral com três ausências.


A UTAD viveu desde março de 2025 num impasse devido a uma divergência na designação dos membros cooptados do Conselho Geral, órgão que elege o reitor, que acabou nos tribunais e levou à intervenção do ministro da Educação.


O Conselho Geral ficou completo em abril, depois da tomada de posse dos membros eleitos e da eleição do presidente deste órgão, o advogado Ricardo Sá Fernandes. 

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.