A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos encontrou novos problemas na produção de alguns Boeing 787 Dreamliners que ainda não tinham sido entregues aos clientes.
O problema estava “próximo do nariz” em certos modelos, avançou hoje o porta-voz da FAA à Reuters. “Este problema foi descoberto como parte de uma inspeção sobre todo o sistema dos processos de ‘calços’ do Boeing 787 exigidos pela FAA”.
“Embora o problema não represente uma ameaça imediata à segurança de voo, a Boeing comprometeu-se a consertar os aviões antes de retomar as entregas”, disse a FAA.
A empresa tem cerca de 100 Dreamliners que ainda não foram entregues.
A maior parte do valor de uma aeronave é paga na altura da entrega aos clientes, sendo que mais atrasos podem significar mais problemas financeiros para a Boeing, que ainda está a recuperar dos dois acidentes fatais com o 737 Max e do impacto da pandemia.
O porta-voz da FAA garantiu ainda que a autoridade ainda vai considerar se as mudanças de fabrico devem também ser feitas em Dreamliners que já estão em serviço comercial.
Este é o mais recente problema de qualidade a integrar já uma vasta lista de outros tantos problemas. De recordar que a Boeing interrompeu as entregas de aviões de fuselagem larga em maio, pela segunda vez num ano, enquanto a FAA revia o método do fabricante para avaliar a aeronave.
O espaçamento incorreto, detetado pela primeira vez o ano passado, em algumas partes de certas aeronaves 787, incluindo a fuselagem, interrompeu as entregas por cinco meses.













