Bares e discotecas reabrem esta sexta-feira. O que precisa para entrar?

Os bares e discotecas voltam a abrir esta sexta-feira à noite, após novo encerramento de três semanas devido à covid-19, com os clientes sem dose de reforço da vacina a terem de apresentar teste negativo para entrar.

Executive Digest

Os bares e discotecas voltam a abrir esta sexta-feira à noite, após novo encerramento de três semanas devido à covid-19, com os clientes sem dose de reforço da vacina a terem de apresentar teste negativo para entrar.

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Segundo a Resolução do Conselho de Ministros de 06 de janeiro, os bares e as discotecas que estão fechados desde 25 de dezembro têm autorização para abrir esta sexta-feira a partir das 22:00.

Estão em causa “bares, outros estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança, ainda que esses estabelecimentos estejam inseridos em estabelecimentos turísticos”, segundo o texto da resolução com as alterações mais recentes das “medidas aplicáveis no âmbito da pandemia da doença da covid-19”.

Para entrar nestes espaços, os clientes têm de apresentar um teste negativo à covid-19, com exceção de quem “demonstrar ter sido vacinado há pelo menos 14 dias com uma dose de reforço” contra a doença ou de quem tiver um certificado de recuperação.

São válidos testes PCR feito há menos de 72 horas, rápido com menos de 48 horas ou autoteste feito à entrada.

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Em declarações à Multinews, Alberto Cabral, vice-presidente da Associação Nacional de Discotecas, não se mostrou muito otimista com esta reabertura, apesar de reconhecer que os espaços já não podiam estar mais tempo encerrados.

“Esta reabertura acontece numa altura menos boa, janeiro é sempre um mês complicado para as discotecas e animação noturna. Mas aquilo que nós queremos é abrir e faturar, já chega de estar fechado”, começou por referir.

O responsável sublinhou que não tem “grandes expectativas” nesta retoma que hoje acontece, “porque a nível de reservas, está fraco. Há muita desconfiança e muito gente confinada”, lamentou.

Para além disso, “a situação dos testes que se mantêm à porta é também uma dificuldade para nós”, disse, adiantando que todos esses fatores vão contribuir para uma quebra no setor.

“Estou a prever uma redução de mais de 50% em todas as casas, mesmo ao nível de colaboradores estamos a recrutar só metade porque não prevemos que a noite arranque como em outubro”, disse.

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Questionado sobre quando espera uma recuperação, Alberto Cabral refere que tal “só deve acontecer no verão”, sendo que “o grande desafio será aguentarmo-nos até la”, afirmou. “Temos o carnaval que é sempre uma altura boa, mas isso não vai salvar o ano”, concluiu.

Recorde-se que no Conselho de Ministros de 06 de janeiro, o Governo decidiu manter a proibição de consumo de bebidas alcoólicas na via pública, com exceção das “esplanadas abertas dos estabelecimentos de restauração e similares devidamente licenciados para o efeito”, como se lê na resolução publicada no Diário da República.

No âmbito da contenção da pandemia de covid-19, com maiores restrições no período do Natal e da passagem do ano, os espaços de diversão noturna (bares, estabelecimentos de bebidas sem espetáculo e estabelecimentos com espaço de dança) permanecem fechados desde as 00:00 do dia 25 de dezembro e previa-se que a medida durasse até 09 de janeiro, mas foi prolongada até dia 14, às 22:00.

Antes do atual encerramento, os bares e discotecas tinham reaberto em outubro pela primeira vez desde o início da pandemia em Portugal, após 19 meses parados.

Entre outubro e dezembro, para entrar nestes espaços, era preciso apresentar teste negativo antigénio ou PCR ou certificado de recuperação da covid-19, mesmo no caso de pessoas vacinadas.

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Logo no dia 06 de janeiro, as associações que representam este setor dos bares e discotecas manifestaram satisfação com o anúncio da reabertura no dia 14, embora dizendo que foi penalizador para os bares por mais alguns dias.

Quanto às discotecas, já contavam reabrir apenas no final desta semana, uma vez que só costumam estar a funcionar durante o período do fim de semana ou nos dias anteriores.

Os empresários consideraram também “incongruente” a proibição de beber na rua e lembraram que muitos clientes de bares consomem à porta dos estabelecimentos, o que até é vantajoso no controlo da circulação do vírus da doença.

Outra das críticas dos empresários é a exceção de testes apenas para quem tem já a terceira dose da vacina, atendendo a que quem frequenta mais os bares e as discotecas são grupos etários a quem ainda não está a ser administrado o reforço da vacinação.

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