Autarquia de Amesterdão quer correr as cortinas das montras do ‘Red Light District’. Proposta é votada hoje

O novo plano da cidade de Amesterdão, nos Países Baixos, que será votado esta quarta-feira pretende terminar com a exposição das prostitutas nas montras da Red Light [Luz Vermelha], obrigando a que as cortinas fiquem fechadas para sempre.

Beatriz Maio

O novo plano da cidade de Amesterdão, nos Países Baixos, que será votado esta quarta-feira, pretende terminar com a exposição das prostitutas nas montras do Red Light [Luz Vermelha] District, obrigando a que as cortinas fiquem fechadas para sempre.

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Atualmente, as cortinas só são fechadas caso o local esteja ocupado ou não esteja ninguém dentro, o que poderá mudar daqui para a frente visto que muitos argumentam que com esta alteração será possível acabar com o “turismo incómodo” no distrito De Wallen.

A nova ideologia de funcionamento sugere que os clientes façam uma reserva e entrem através de um código QR que recebem no telemóvel sem falarem ou verem quem está atrás da janela iluminada.

As prostitutas da cidade não concordam com esta mudança por “razões de segurança”, argumentando que fechar as cortinas tornará mais difícil detetar se um cliente pode ser perigoso e acrescentam ainda que serão prejudicadas porque, deste modo, será mais difícil atrair clientes.

“Dizem que é para minha proteção mas isso é um disparate. Se tiver um cliente bêbado não o deixo entrar”, explicou Lucy ao ‘The Telegraph’ acrescentando que o seu trabalho não consiste em “responder a mensagens” e “não precisa de pagar por anúncios na Internet”.

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A líder local do partido liberal D66, Ilana Rooderkerk, que propôs a mudança, defendeu que as trabalhadoras de sexo são “desvalorizadas” por alguns dos turistas da cidade, o que crê colocar em causa a “posição das mulheres na era ‘Me too'”, um movimento contra o assédio e agressão sexual.

Já a presidente do Centro de Informação sobre a Prostituição (PIC) Nadia van der Linde argumentou que a cidade deveria preocupar-se com os “turistas incómodos” em vez de querer alterar o funcionamento da Red Light District.

Também esta semana serão votadas as propostas para acabar com a venda de canábis durante o fim de semana bem como a imposição de limites nas despedidas de solteiros para tentar mudar a reputação da cidade.

Se estas ideias forem aprovadas, os 880 mil residentes de Amesterdão vão passar a ter mais tranquilidade e um turismo diferente.

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