Um ataque de um drone russo contra um edifício da direção principal de polícia na região de Zhytomyr, na Ucrânia, causou a morte a dois polícias e fez pelo menos 20 feridos, anunciaram as autoridades.
“Este ataque tirou a vida a dois polícias. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas. O inimigo está, mais uma vez, a atacar não só edifícios. Estão a atacar deliberadamente pessoas que trabalham todos os dias para garantir a segurança dos outros”, indicou o vice-chefe da Polícia Nacional, Maxim Tsutkiridze, na rede social Facebook.
O ataque, na região próxima de Kiev, provocou um incêndio no telhado e no quarto andar do edifício.
“Os polícias, as equipas de resgate e outros serviços de emergência estão a trabalhar no local. Estamos a prestar assistência aos afetados, a garantir a segurança da população e a documentar todas as consequências deste ataque”, acrescentou o chefe da polícia.
Já na Rússia, segundo adiantaram hoje fontes oficiais, duas pessoas morreram e três ficaram feridas nas regiões fronteiriças de Belgorod e Bryansk, em ataques com drones ucranianos.
Segundo as autoridades de Belgorod, uma mulher morreu e um homem ficou ferido quando o veículo em que seguiam numa estrada da região foi atacado. Outro ataque na zona causou um ferido, segundo o centro de crise estabelecido em Belgorod.
As autoridades da região vizinha de Bryansk reportaram a morte de uma mulher perto de um carro atacado por um drone. No mesmo incidente, uma criança terá ficado ferida e está a receber cuidados médicos, referiu o governador local, Yegor Kovalchuk.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e «desnazificar» o país vizinho, independente desde 1991 – após a desagregação da antiga União Soviética – e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões – Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia – além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).













